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terça-feira, 26 de maio de 2009

Estocástico

O Estocástico é um oscilador criado por George Lane em 1950. O estudo baseia-se no fato de que, quando o preço sobe, o valor do fechamento tende a estar próximo do valor máximo alcançado. Quando o preço desce, o valor do fechamento tende a estar próximo do valor mínimo alcançado.
O estocástico é calculado pela seguinte formula: K = 100*[(C – L)/(H – L)]
Onde:
C = Fechamento do dia
L = preço mais baixo (mínima) nos últimos n. períodos.
H = preço mais alto (máxima) nos últimos n. períodos.
D = média móvel de K
O estocástico ajuda a mostrar se um determinado ativo está sobrecomprado ou sobrevendido. Em via de regra, quando o indicador está acima de 80 podemos ter maiores chances de uma realização iminente e quando se encontra abaixo de 20, ocorre a indicação de que o mercado pode apresentar alguma retomada de alta nos preços.


Veja no gráfico abaixo como o estocástico passa pouco tempo acima dos níveis de 80 ou abaixo dos níveis de 20.


Da mesma maneira como vimos no estudo do IFR, divergências no estocástico podem servir de alerta para uma mudança de comportamento no preço dos ativos.
Quando o gráfico de preços do ativo sucessivamente alcança topos mais altos e o estocástico não acompanha esse movimento, devemos ficar alertas. Podemos dizer o mesmo quando os preços fazem fundos mais baixos, mas o estocástico falha em fazer um fundo mais baixo que o anterior criando a divergência.

Como todos os demais indicadores, o estocástico deve ser analisado em conjunto com outros estudos, como candles, volumes, médias etc. As tendências do mercado interferem na análise dos indicadores e por isso temos que procurar parâmetros que se somam e se confirmam, para que nossa tomada de decisões sejam as mais embasadas possível.

Artigos relacionados: indicadores técnicos, IFR, OBV

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fibonacci

Neste artigo vamos falar da aplicação dos números de Fibonacci auxiliando na projeção dos movimentos de preços no mercado acionário.

Eu particularmente, uso esta técnica apenas para auxiliar juntamente com outras análises mais acertivas, como: suportes, resistências, linhas de tendência, nunca tomando decisões baseado em Fibinacci separadamente.

Números de Fibonacci- As proporções geradas pelos números de Fibonacci podem ser observadas em vários aspéctos do dia à dia, como afinação de alguns instrumentos musicais, conversão aproximada de milhas para Quilômetros, espirais de folhas de algumas plantas como a Bromélia por exemplo, relações de tamanho entre membros do corpo humano, arquitetura, entre outros.

A série de fibonacci é constituída de forma que cada número da série é igual a soma dos dois números que o antecedem. A série fica da seguinte forma:

0+1=1
1+1=2
1+2=3
2+3=5
3+5=8
5+8=13
8+13=21
13+21=34......

A razão entre dois números consecutivos da série inicialmente é 1/2= 0,5 , 2/3= 0,66 ,.......chegando a 21/34 onde a razão entre os números passa a estabilizar-se em 0,618.
Desta forma, observou-se que esta relação entre os números de fibonacci, coincide em muitas das vezes com objetivos de alta ou de baixa dos preços do mercado, juntamente com o complemento 1-0,618= 0,38 e também a primeira razão que é 1/2= 0,5.

Em termos percentuais, podemos dizer que os recuos e avanços do mercado tendem a desenvolver-se aos patamares de 38,2%, 50% e 61,8% do movimento anterior.

Retração de fibonacci- A retração de Fibonacci é utilizada para "prever"o tamanho da queda e identificar o possível momento em que o papel pode parar de cair. Para tal precisamos traçar com auxílio de uma ferramenta gráfica, o Fibonacci a partir da menor cotação, até a maior cotação do período que se deseja analisar. Na prática, colocamos o zero de fibonacci no topo do movimento e o 100% no fundo (isto para um movimento de alta). Assim o movimento de correção, ou queda que vem a seguir, não deve ultrapassar 62% do fibonacci traçado.

Vemos a seguir o exemplo no gráfico recente de ARCZ6, onde após um forte movimento de alta, com 9 pregões consecutivos, o papel corrigiu até 50% da retração de Fibo, onde reiniciou o movimento de alta rompendo um bonito pivot de alta, com volume muito acima da média.







Expansão de Fibonacci- A expansão de Fibonacci tenta "prever"a maior cotação que o papel deve atingir em um movimento.Neste caso a utilização de Fibonacci requer alguns critérios.

A primeira coisa que precisamos observar é que deveremos esperar que aconteça um pivot de alta, sinalizando que a tendência do ativo agora mudou de baixa para alta.
A partir deste pivot de alta, a correção do movimento (queda) não deve cair abaixo de 61,8% do movimento de alta anterior, se isto acontecer a nova tendência (Pivot) seria invalidada.

Com o Pivot de alta formado, precisaremos transportar a marcação dos números de fibonacci feitos na primeira pernada de alta, posicionando a linha de 38% agora a partir do topo rompido.


Desta forma, o primeiro objetvo de alta será na posição 0% da nova marcação de Fibo. Caso o mercado suba e supere a posição 0% de Fibo, posicionaremos agora a linha de 50% no topo para achar o segundo objetivo de alta, e caso o mercado ainda continue em alta, faremos o mesmo procedimento com a posição de 62% para achar o terceiro objetivo.

Vejam o exemplo da expansão de 38% utilizado no gráfico da ARC6 que rompeu pivot de alta na última sexta feira 24/04. Pela expansão traçada, o primeiro objetivo do rompimento deste pivot está em 2,60.





No caso da formação de um pivot de baixa, iniciando uma tendência de queda, podemos usar a marcação de fibonnaci também para prever objetivos de queda e neste caso retração nos repiques de alta.


Artigos relacionados: Pivot, linhas de tendência

terça-feira, 14 de abril de 2009

OBV- On Balance Volume

Baseado no princípio de Dow que diz que o volume deve confirmar a tendência, o que o OBV faz é simplesmente uma soma de volume nos dias em que o mercado fecha em alta e uma subtração de volume nos dias de baixa.
Assim poderemos ter confrmação ou divergência de volume em relação aos preços.
De forma bastante simples, temos mais uma ferramenta para medir a força do mercado.

  • Dia de alta:
    OBV = OBV (ontem) + Volume (hoje)



  • Dia de baixa:
    OBV = OBV (ontem) - Volume (hoje)


Quando estamos em um período de lateralização dos preços, mercado sem tendência, poderemos ter uma boa pista de que o mercado irá romper a congestão entrando em tendência de alta, se o OBV no período estiver subindo. Neste caso, o período de congestão de preços foi uma "acumulação".

Caso aconteça o contrário, e no período de lateralização, o OBV esteja em queda, teremos maiores chances de iniciar uma tendência de baixa de preços, e neste caso o período de congestão seria chamado de "distribuição".

Já durante uma tendência de alta, se o OBV começa a decair, isto é um sinal de divergência que pode nos dizer que a tendência de alta está perdendo força.

Da mesma forma, que em uma tendência de queda onde o OBV começa a subir, pode sinalizar enfraquecimento da força vendora e proximidade de uma reversão altista.

No gráfico abaixo, temos uma divergência de OBV, pois vemos claramente que enquanto os preços sobem, o OBV cai durante o período mostrando pouca consistência no movimento.




Artigos relacionados: Médias móveis, IFR, bandas de boolinger

sábado, 28 de março de 2009

Bandas de Boolinger

As bandas de Boolinger são também ótimas ferramentas de análise, sobretudo para ajudar na detecção de fortes movimentos de mercado.

Os preços dos ativos, na maior parte do tempo, oscilam em uma determinada região e tendem a caminhar para um ponto de equilíbrio a partir de uma volatilidade média.

Partindo deste princípio, as bandas de boolinger são duas linhas, uma superior e outra inferior, traçadas e comparadas em relação à uma determinada média móvel. Basicamente o que procuramos medir é o afastamento dos preços em relação à esta média e sua relação com a volatilidade padrão do ativo.


Estreitamento das bandas- Quando a volatilidade dos preços diminui, temos um estreitamento das bandas de boolinger, demonstrando equilíbrio das forças do mercado. Se olharmos atentamente para os preços, veremos que muitas das vezes o mercado está em uma área de congestão, testando um suporte ou resistência forte. Assim, quando este suporte, resistência, ou figura de congestão é rompida, ocorre uma explosão dos preços para o lado do rompimento.No contexto citado, veremos as bandas de bolinger se estreitando em torno dos preços, anunciando que um forte movimento estar por vir. Logo após o rompimento vemos novamente a abertura das bandas gerando uma boa oportunidade de trade a favor da tendência.


Limites superior e inferior-Quando os preços se afastam muito da média móvel, eles caminham em direção às extremidades das bandas, mostrando força do mercado. Em prazos mais longos, durante fortes tendências, podemos notar que os preços tocam e até mesmo ultrapassam os limites das bandas com muita frequência. No entanto para trades de curto prazo, nota-se que os preços não se sustentam por muito tempo fora dos limites das bandas de boolinger.Logo quando isto acontce temos boa oportunidade de trades curtos esperando que os preços retornem rapidamente pra dentro dos limites das bandas.Candles que fazem sombras fora das bandas e que acabam por fechar dentro delas, são também ótimas dicas de que as bandas estão oferecendo forte resistência ao avanço dos preços.A superação de curto prazo de uma das bandas pode servir como alerta de realizações iminentes.


Vejam no gráfico abaixo, como sombras fora das bandas de bollinger sempre trouxeram os preços de volta para dentro. Esta situação está representada pelos círculos verdes.




Bons negócios a todos!

quinta-feira, 12 de março de 2009

IFR- Índice de força relativa

O índice de força relativa (IFR) é um indicador também bastante usado, sobretudo nos mercados sem tendência.

Basicamente ele nos indica situações em que o mercado se encontra sobrecomprado ou sobrevendido. Por isso nas fortes tendências de alta ou de baixa ele não tem tanta relevância pois nestas situações o mercado pode permanecer por muito tempo em sobrecompra ou sobrevenda.

Não vou entrar em detalhes da fórmula para cálculo do IFR, mesmo porque as ferramentas de análise técnica, já trazem o gráfico do indicador pronto para uso. Apenas vale observar que o indicador leva em consideração a média dos preços dos dias em que o mercado fecha em alta, relacionado com a média dos preços dos dias em que o mercado fecha em baixa. Os períodos mais utilizados para o cálculo são os de 9, 14, e 25 períodos. Os períodos podem ser dias, horas semanas etc.

A forma mais comum de se orientar pelo IFR é também bastante simples. Quando o indicador se encontra acima de 70, temos a representação de mercado sobrecomprado (condição de compra excessiva), quando o indicador está abaixo de 30 temos situação de sobrevendido (condição de venda excessiva).

Outra maneira se se orientar pelo IFR é a través das divergências. Isto acontece quando a informação do IFR não acompanha a movimentação dos preços. Um exemplo clássico disto é quando o grafico dos preços faz um topo mais alto que o topo anterior, porém o IFR faz um topo mais baixo que o topo que o antecede.Neste caso o IFR sinaliza fraqueza do mercado e pode sugerir, dependendo da estratégia do investidor, que o momento de efetuar vendas se aproxima.

Podemos usar o mesmo raciocínio para interpretar os casos de divergência de fundo. Porém nestes casos, quando o IFR sinaliza fraqueza poderemos estar aproximando de uma sequência de quedas.

Vejam no gráfico abaixo a divergência de topo dos preços em relação ao IFR representados pelas retas verdes.



Artigos relacionados: Topos e fundos; linhas de tendências

segunda-feira, 9 de março de 2009

Médias Móveis

Um dos indicadores técnicos mais tradicionais e mais usados nas análises são as médias móveis aritméticas ou exponenciais.

As médias móveis são calculadas a partir dos preços de fechamento do mercado em variados períodos e a diferença entre aritméticas e exponenciais é que a exponencial considera mais peso aos preços mais recentes. Assim sua resposta às variações dos preços é mais rápida.

As médias móveis são utilizadas principalmente para auxiliar na identificação de tendências.

O período das médias deve ser escolhido pelo investidor dependendo do ativo que se está operando. A melhor escolha consiste mesmo na observação das médias que melhor se adaptam às variações de cada ativo.


São 3 maneiras mais populares para utilizar as médias na detecção de tendências.
  • A primeira maneira para se identificar a tendência através das médias é observando sua direção.Se a média móvel está subindo então o mercado está em tendência de alta, se a média móvel está em queda, então o mercado está em tendência de baixa.
  • A segunda forma é observar a localização do preço em relação à média. Caso o preço esteja abaixo da média, estaremos em tendência de baixa, caso os preços estejam acima da média a tendência será de alta.
  • A terceira maneira utiliza uma média móvel de curto período e uma média móvel de longo período. Quando a média curta corta a média longa de baixo pra cima a tendência será de alta, quando a média de curto período corta a média longa de cima para baixo a tendência mudou para baixa.


Algumas literaturas consideram a média de 21 dias para definir tendência de curto prazo, a média de 50 ou 55 dias para tendência secundária e média de 200 dias para definir a tendência primária do mercado.

Eu particurlamente uso as médias para definir tendência de curto prazo em operações com mini índice bovespa. Considero as médias de 5 e 21 períodos para definição da tendência de curto prazo ou terciária. Quando a média de 5 dias corta a média de 21 de baixo pra cima, temos mudança para tendência de alta, quando a média de 5 corta a de 21 de cima pra baixo, estaremos em tendência de queda.


No caso acima, como a média de 5 dias (linha azul no gráfico) está abaixo da média de 21 dias (linha vermelha no gráfico), podemos dizer que o mercado se encontra em tendência de baixa de curto prazo.

O interessante é sempre utilizar as médias em conjunto com outros indicadores, como linhas de tendências e em primeiro lugar, em conjunto com formações gráficas como pivots por exemplo.

Artigos relacionados: Linhas de tendências , Pivots

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Indicadores técnicos


Pode- se dizer que indicadores técnicos são séries numéricas representadas graficamente. A base de dados representada pode ser de preços máximos, mínimos, abertura, fechamento ou volumes.


Estes indicadores são muito úteis no auxilio à tomada de decisão no mercado, porém não substituem a análise gráfica padrão com seus suportes, resistências e pivots. As duas técnicas são usadas de forma paralela.

Outra questão ao se utilizar indicadores é tomar cuidado para não tentar basear-se por vários indicadores ao mesmo tempo, pois eles podem trazer indicações conflitantes dependendo da situação de mercado, pois cada um tem sua eficiência potencializada para situações e objetivos distintos.


Os indicadores se dividem em 3 tipos que são, volume momento e tendência.


Nesta série de artigos não falarei sobre toda a infinidade de indicadores existentes, mas sim os que considero mais importantes que que por sua vez são mais utilizados.


Nos próximos artigos iremos falar dos indicadores abaixo:


  • Médias Móveis
  • IFR
  • Estocástico
  • OBV
  • MACD
  • Bandas de bollinger

Bons negócios a todos!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Stop






Na análise gráfica stop é um nível de preços que quando alcançado, indica que a estratégia operacional está saindo fora dos limites, ou seja, gerando uma perda maior que a programada e por isso deve ser interrompida ou pode ser usado também em sentido inverso, para proteger os lucros auferidos, interrompendo a operação enquanto ela está positiva.


Em todos os dois casos, o stop quer seja uma ordem automática programada no Home Broker, ou mesmo um ponto em que o operador dispara a ordem manualmente, servindo para limitar perdas ou garantir ganhos na operação trata-se sempre um limitador.


O stop automático do Home Broker é melhor para as pessoas indisciplinadas, pois garante que a ordem será executada independente do comando do operador e por isso evita grandes prejuízos daqueles que relutam em admitir o erro enquanto a perda ainda está pequena, ou ficam na ganância, segurando uma operação vencedora até que ela mude de rumo e passe a dar prejuízo.


Já a vantagem do stop manual é que desde que se tenha o ponto em que você irá stopar previamente definido, e disciplina para acionar a ordem quando os preços baterem naquele ponto, evita-se o famoso "violino" da ordem automática.


O "violino" é quando os preços se movimentam na direção do seu stop e assim que o acionam, voltam quase que imediatamente revertendo o movimento, fazendo com que você por exemplo, execute uma venda na cotação mínima do dia.


O ponto ideal para se colocar a ordem de stop varia dependendo da estratégia definida pelo operador, geralmente abaixo de suportes ou acima de resistências são pontos bastante usados, mas como falei, varia dependendo do objetivo de cada um.


Algumas literaturas orientam que o stop seja colocado de tal forma que o operador nunca perca mais do que 2% do seu capital total em uma única operação.


Falarei mais a respeito quando for escrever sobre estratégias de swing trade, position, etc...



Bons negócios a todos!


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Gap

Uma definição bastante simples de Gap é de que são espaços vazios que aparecem nos gráficos entre as barras consecutivas em um determinado período de tempo.O Gap surge quando a cotação máxima do dia atual é inferior à mínima do dia anterior (gap de baixa) ou quando a cotação mínima do dia atual é superior à máxima do dia anterior (gap de alta).

Existe o que se pode chamar de um dos "mitos de mercado" a idéia de que um gap sempre será fechado.Este conceito não pode ser interpretado de forma inflexível, primeiro pelo simples fato de que as palavras "sempre" e "nunca", dificilmente fazem parte do dia a dia dos mercados de renda variável.
Segundo porque apesar de ocorrer o fechamento na maioria dos gaps, alguns não devem ser fechados, ou terão o fechamento em anos ou décadas. Pela interpretação errada deste conceito, já vi gente com medo de comprar um papel porque ele tem um gap pra ser fechado, lá embaixo aberto a 2 ou 3 anos atrás.
Entende-se por fechamento de um gap, o retorno dos preços àquele nível do gráfico em que ficou o "buraco" deixado pela formação do Gap.


Tipos de Gap e seu significados:


Gap de área
São os gaps mais comuns. Se apresentam no interior de congestões de preços e não tem muito sentido no planejamento de estratégias operacionais, pois estes apaecem por motivos triviais e não tem um sisgnificado especial.


Gap de fuga
Este tipo de gap é formado quando o preço rompe uma congestão de preços. Ele enfatiza a força compradora ou vendedora do novo movimento.Um exemplo desse tipo de Gaps são os rompimentos de resistências ou suportes fortes, ocorrendo um movimento explosivo acompanhado de aumento de volume.

Gap de Continuação
Os gaps de continuação surgem quando os preços estão fazendo um movimento claro em uma direção e com rapidez. Dessa maneira, este é um tipo de gap que encontramos, normalmente, em altas ou quedas bruscas. Muitas vezes podem ser ocasionados por uma notícia que reforça a tendência em questão.

Gap de Exaustão
O gap de exaustão aparece no final do movimento. Neste caso, podemos observar que o terceiro gap de continuação pode ser na verdade um sinal de exaustão. Vale prestar atenção que este último gap geralmente é acompanhado de alto volume.Volume este, muito maior se comparado com o dos outros gaps.

Vale lembrar também que um gap tende a se tornar uma zona de suporte ou de resistência, um nível onde aparece forte pressão compradora ou vendedora, já que no passado houve ali uma explosão de força nos preços.




Depois falaremos mais sobre operações envolvendo Gaps nos artigos sobre estratégia operacional.
Bons negócios a todos.
Leia também: Teoria de Dow, linhas de tendência, Pivot

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pivot

Os pivots são desenhos gráficos que podem representar reversões na movimentação dos preços. Por isso é de suma importância que o analista gráfico saiba identifica-los e opera-los com precisão.

Normalmente o rompimento do pivot de alta é um bom ponto de compra e o rompimento do pivot de baixa é um ponto de venda.

Pivot de alta
  • O pivot de alta é composto por 3 pontos.
  • O ponto 1 é o primeiro fundo formado.
  • A partir dele ocorre um movimento de alta onde aparece a formação de um topo. (ponto 2)
  • Depois acontece uma correção de preços que forma um segundo fundo obrigatóriamente em um nível mais alto que o fundo 1 retornando o movimento de alta.
  • Este segundo movimento de alta deve superar o topo (2).
  • Esta nova alta é a confirmação do pivot de alta ou rompimento do pivot de alta.






Pivot de baixa


  • O pivot de baixa é composto por 3 pontos.

  • O ponto 1 é o primeiro topo formado.

  • A partir dele ocorre um movimento de baixa e aparece a formação de um fundo. (ponto 2).

  • Depois acontece uma alta de preços que forma um segundo topo obrigatóriamente em um nível mais baixo que o topo 1 retornando o movimento de queda.

  • Este segundo movimento de queda deve vir abaixo do fundo (2).

  • Esta nova queda é a confirmação do pivot de baixa ou rompimento do pivot de baixa.



Leia também: Topos e fundos e Linhas de tendências.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Linhas de tendência

Linhas de tendência são linhas formadas pela ligação dos pontos máximos ou mínimos no gráfico em determinado intervalo de tempo.
No caso de tendências de alta, temos as ligações dos pontos mínimos consecutivos formando uma linha de tendência de alta (LTA) e no caso das tendências de queda temos a ligação dos máximos consecutivos formando as linhas de tendência de baixa (LTB).




As linhas de tendência são usadas principalmente para definir a tendência em questão, e por outro lado, o rompimento da linha representa uma mudança de comportamento do mercado, podendo indicar uma reversão de trajetória de movimento.
Podemos dizer que quanto maior intervalo de tempo representado pela linha de tendência e quanto maior o número de pontos que a linha toca no gráfico, mais confiável será a tendência representada por ela.
Outra utilidade interessante da linha de tendência é o de podermos fazer um prolongamento de sua extremidade, com objetivo de projetar novos pontos de toques futuros e assim planejar operações de compra ou de venda nestes determinados pontos.

leia também os artigos: Suportes e resistências , topos e fundos e Teoria de DOW

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Topos e fundos

Os movimentos de alta e de baixa do mercado não acontecem de forma retilinea e constante.
Eles vêm em uma alternância de direção que formam pontos de retorno.
Topos e fundos de forma simplificada são pontos onde ocorre uma mudança de direção nos movimentos dos preços.
No caso de um movimento de alta composto por duas ou mais barras em determinado período no gráfico, ocorre um topo quando os preços param de subir, marcando um ponto máximo e retornam na direção da queda.
Já no caso de um movimento de queda ocorre o inverso, com os preços marcando um fundo ou ponto mínimo e revertendo o movimento para alta.

Apenas pelo que foi descrito até agora, já podemos imaginar que dependendo da estratégia de operação escolhida, fundos são bons pontos de compra e topos são bons pontos de vendas de ativos.

Falaremos mais disso quando estivermos discutindo estratégias de operações em outros artigos mais adiante.

Segue o gráfico ilustrando o conceito.



Leiam também suportes e resistências e Teoria de DOW

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Suportes e resistências

Suportes e resistências são zonas de preços nas quais o movimento atual do mercado tem grandes chances de parar temporariamente ou até mesmo e reverter.
Suporte: Região na qual o interesse de comprar é grande, superando a pressão vendedora tendendo a parar o movimento de queda.

Resistência: Região na qual o interesse de vender é grande em função de consenso de que determinado ativo está caro, superando a pressão compradora, o movimento de alta tende a parar.

Em uma alta, conforme os preços aumentam, as ações vão ficando naturalmente mais caras e menos compradores estarão disponíveis a pagar determinado preço. Por outro lado, quem já tem o ativo tenderá a vende-lo para embolsar os lucros. Neste cenário, a oferta de vendas irá aumentar iniciando uma queda nos preços.


Com o passar do tempo, os operadores de mercado mesmo que inconscientemente, memorizam estes níveis em que no passado ocorreu uma reversão nos preços e tendem a repetir as mesmas atitudes de compra ou de venda naqueles pontos, gerando suportes e resistências cada vez mais "fortes".


Existe um princípio que é chamado de "princípio da inversão."


Este princípio diz que quando uma resistência é rompida ela passa a funcionar como um suporte para os preços, e de maneira análoga, quando um suporte é rompido pra baixo ele passa a funcionar como uma nova resistência.


É importante salientar que suportes e resistências não são números exatos, mas sim regiões nas quais tende a ocorrer reversões.

Vejam no gráfico do Bradesco abaixo, como a região de 29,00 é uma resistência testada por duas vezes, a região de 22,00/22,50 é uma região de suporte e temos um outro próximo de 19,00.

De forma bastante simplifcada, 19,00 e 22,00 seriam possíveis pontos de compra do ativo e 29,00 um ponto de venda.

Leia também Teoria de DOW

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A teoria de Dow


A Teoria de Dow é uma teoria que aborda a movimentação dos preços de ações e fornece uma base técnica para sua análise.
Charles Dow formulou em 1884 esta teoria que é a base da Análise técnica moderna.

A teoria de Dow é basicamente constituída de 6 princípios a seguir:

1. Os índices descontam tudo.

Todos os possíveis fatores que afetam a cotação dos preços dos ativos (ações) são descontados por esses índices que consideram todas as notícias, resultados contábeis e financeiros etc.
Dow foi o primeiro a considerar que o preço dos ativos nada mais é do que um consenso momentâneo de todos que compõem o mercado. De especuladores a investidores, de amadores a profissionais, dos mal e dos bem informados, de todas as influências de notícias e resultados. Sendo assim, o que precisávamos nos concentrar seria nos preços e não nos fundamentos das empresas.


2. Os mercados se movem em tendências.

O segundo princípio de Dow diz que o mercado se movimenta em tendências que são: Primária, secundária e terciária.

As tendências citadas acima podem ser de alta ou de baixa.

A tendência primária é a tendência principal do mercado e representa um maior espaço de tempo. Este tempo é não tem uma definição precisa porque é o mercado quem nos diz o momento da inversão de tendência, e não o contrário.
Apenas para nortear, estamos falando aqui de tendências com duração de anos.

Tendência secundária- Tem duração de semanas a meses e pode se movimentar na direção inversa à tendência primária da qual faz parte em até 2/3 de sua amplitude.

Tendência terciária- São movimentos menores das tendências secundárias e se comportam em relação a elas assim como as secundárias se referem às primárias.

Conforme dito pouco acima, as tendências primárias, secundárias e terciárias podem ser de baixa ou de alta.
As tendências se movimentam em zigue zagues, sendo que na tendência de alta, cada perna ascendente do movimento deve ser maior do que o movimento corretivo de baixa que a segue. Sendo assim o gráfico vai se movimentando fazendo topos e fundos ascendentes.
Na tendência de baixa acontece justamente o contrário. Cada perna de baixa do movimento deve ser maior do que o movimento de alta que a segue, fazendo zigue zagues descendentes no gráfico.
O Gráfico abaixo é do índice bovespa 2007, 2008 representando a mudança de uma tendência de alta para baixa no mercado.



3- As 3 fases da tendência

A primeira fase é a de acumulação. Nesta fase os investidores mais bem informados fazem suas compras se antecipando ao movimento.
Na segunda fase acontecem as compras dos chamados seguidores de tendências que é onde as pessoas que operam principalmente pela análise técnica, observam a formação de uma tendência de alta no gráfico e decidem participar da festa.Nesta fase ocorre uma subida mais acentuada dos preços.
Na terceira fase entra o público em geral incentivado por notícias de lucro fácil na bolsa de valores, é onde ocorre uma euforia generalizada.A bolsa sobe muito e com muito volume.Nesta fase os investidores experientes que entraram mais no início do movimento, começam a desfazer de seu ativos e embolsar o lucro, gerando o início da tendência de baixa.

As fases da tendência de baixa funcionam seguindo a mesma lógica, porém com trajetória inversa, os preços chegam a um patamar que caem tanto a ponto dos experientes voltarem a fazer suas compras, elevando os preços e iniciando nova reversão pra alta.


4. Princípio de confirmação.

O princípio da confirmação afirma que para uma mudança de tendência, dois ou mais índices devem convergir na sinalização de forma que um confirme a indicação do outro.


5. Volume convergente.

Este princípio diz que o volume deve confirmar os preços. Ou seja, reforçando até mesmo o princípio 3, o volume deve estar alinhado com os preços.
Durante uma tendência de alta, o volume deve aumentar quando os preços sobem, e diminuir quando preços caem (corrigem dentro da tendência de alta), confirmando assim a tendência.
Já durante a tendência de baixa, espera-se que ocorra o inverso, com o Volume subindo quando os preços caem e diminuindo quando os preços sobem.

6. A tendência é vigente até que seja substituída por outra oposta.

Até que os índices se confirmem, considera-se que a tendência antiga segue em vigor, apesar dos sinais aparentes de mudança. Este princípio procura evitar a prematura troca de posição (comprada ou vendida).
Geralmente quem tem dificuldade em entender este princípio faz compras e vendas precipitadas, com argumentos do tipo "esta ação já está barata demais", esquecendo-se que quem decide o momento da reversão é o mercado, e não o operador.

Leia também Suportes e resistências

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Tipos de gráficos

A principal ferramenta para nos auxiliar no acompanhamento as variações de preços são os gráficos.


Existem basicamente 3 formas mais utilizadas de se representar graficamente as variações de preços das ações na análise técnica.
Abaixo segue a descrição de cada uma delas.



Gráfico de barras


Neste gráfico cada barra vertical é uma representação de preços em um determinado espaço de tempo. A representação completa é feita por umtraço vertical com um traço horizontal esquerdo que representa a abertura dos preços, e um horizontal direito que representa o fechamento dos preços. A extremidade superior da barra representa o valor máximo dos preços naquele período de tempo, e a extremidade inferior representa o valor mínimo.











Gráfico de linhas

No gráfico de linhas ocorre apenas a representação do fechamento dos preços que são ligados dia a dia, unindo as cotações por uam linha única.





Gráfico de candlesticks


Aqui está o meu gráfico preferido. O gráfico de candles ou velas japonesas.

Nestes gráficos o espaço entre a abertura e fechamento é representado por um paralelogramo ou "corpo do candle". Nos dias de alta do mercado ou do ativo representado pelo candle, o seu corpo tem representação transparente. Já nos dias de queda o corpo do candle tem representação escura (preenchido). As linhas mais finas acima e abaixo do corpo do candle são chamadas de sombras e determinam a mínima e a máxima do mercado naquele dia ou período de tempo representado pelo candle.

Neste tipo de gráfico podemos identificar claramente vários padrões de comportamento do mercado. Padrões de reversão de tendências, de continuação etc.

No futuro colocarei nesta sessão diversos artigos e posts sobre padões de candles discutindo o assunto bem mais a fundo.

Segue abaixo exemplo do gráfico de candles. Neste exemplo os dias de queda estão representados pelos candles vermelhos.


Leiam também Suportes e resistências e teoria de DOW


Bons negócios a todos !