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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Possível melhoria na classificação de risco do Brasil

06/07/2009 - 17h03
Moody's revisa Brasil para possível melhora de rating

SÃO PAULO (Reuters) - A agência de classificação de risco Moody's colocou em revisão para possível elevação as notas atribuídas ao Brasil, citando a "confirmação de uma maior resistência da economia a choques".
"Como resultado de uma série de eventos negativos no cenário internacional, o Brasil passou pelo equivalente a um severo teste de estresse de grandes proporções ao longo dos últimos meses", apontou nesta segunda-feira Mauro Leos, diretor de risco soberano da Moody's para América Latina.
"A crise revelou as forças estruturais que o Brasil construiu ao longo da última década e que, até recentemente, não haviam sido testadas."
A agência também avaliou que as respostas do governo à crise, até o momento, tem sido efetivas em conter o impacto da turbulência externa sobre o Brasil.
"Ainda que a economia apresente crescimento negativo do PIB e uma expectativa de deterioração das contas fiscais em relação aos anos anteriores, o desempenho geral do Brasil excedeu as expectativas iniciais comparado ao de outros países, incluindo alguns com ratings mais elevados", acrescentou.
O rating da dívida soberana em moeda estrangeira do país é atualmente classificada pela Moody's em "Ba1", último degrau antes da faixa de grau de investimento.
Os tetos soberanos do Brasil em moeda estrangeira, de "Baa3" para dívida e "Ba2" para depósitos bancários, também foram colocados em revisão para possível melhora.
Na classificação das agências Standard & Poor's e Fitch, o país já é grau de investimento com a nota "BBB-".
A revisão vai avaliar as perspectivas de crédito do país no médio prazo, com ênfase nos aspectos fiscais e nas condições para um crescimento sustentável nos próximos anos.
"A revisão também avaliará a habilidade e o compromisso das autoridades em implementar as iniciativas necessárias para conter déficits fiscais e seguir reduzindo os indicadores de dívida nos próximos anos," informou Leos.
"Do ponto de vista de crédito soberano, isso será particularmente importante uma vez que os indicadores de dívida do governo brasileiro continuam a superar aqueles apresentados pelos países classificados com rating 'Baa'."

(Por Daniela Machado)

Fonte UOL

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Exclusão de corretoras no IPO da Visanet

Visanet exclui mais 18 corretoras de sua oferta de ações

Por: Vitor Silveira Lima Oliveira24/06/09 - 09h45InfoMoney

SÃO PAULO - A Visanet informou ao mercado nesta quarta-feira (24) que mais um grupo de corretoras foi excluído do processo de colocação das ações no mercado, em função da veiculação de material publicitário não aprovado pelas autoridades.

De acordo com informações divulgadas pela empresa, deixam de participar da oferta as seguintes corretoras: ABN Amro Real CCVM, Ágora, Alfa, Ativa, Bradesco, Coinvalores, Corretora Geral de Valores e câmbio, Souza Barros, Elite, Fator, Finabank, Gradual, Hencorp Commcor, ICAP, Intra, Link, Solidus, Umuarama e Unibanco.

Processo conturbadoUm dos eventos mais esperados pelo mercado acionário brasileiro, a abertura de capital da Visanet chama a atenção por poder ser a maior operação do tipo em toda a história no Brasil. A veiculação de propaganda não autorizada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) já havia motivado a exclusão das corretoras Banif, XP investimentos, Senso e Geração Futuro.

Segundo a Visanet, os investidores não institucionais cujos pedidos foram cancelados, em função da exclusão das corretoras, poderão realizar novas solicitações de reserva junto a um dos participantes remanescentes.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Novo corte na SELIC


Por: Gabriel Ignatti Casonato

10/06/09 - 20h00InfoMoney
SÃO PAULO -


O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) optou, na noite desta quarta-feira (10), por um corte de 100 pontos-base na taxa Selic, deixando-a no patamar de 9,25% ao ano - menor nível desde sua criação.

A decisão foi dividida e sem viés.Em linha com as expectativas de boa parte dos analistas, a postura da autoridade refletiu o consenso quanto às maiores incertezas em relação ao ambiente econômico- financeiro e às perspectivas para a cena inflacionária do País.

A ata do último encontro do comitê, realizado nos dias 28 e 29 de abril, já revelava um colegiado apreensivo com a possibilidade de recuperação da economia global, ao mesmo tempo em que visava assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas.


Baixo patamar da taxa é sustentável?


De um modo geral, a percepção entre os estudiosos era de que o hiato do produto, aberto recentemente pela forte queda da atividade industrial, havia atingido proporções suficientes para amortecer as pressões inflacionárias e abrir espaço para a continuidade dos estímulos monetários.

Agora, com a confirmação da inédita redução da taxa Selic para apenas um dígito, o grande debate entre os especialistas recai sobre o comportamento dos juros para o próximo ano, principalmente em torno da questão se é possível projetar a manutenção estrutural do patamar mais baixo de juros ou se vivemos apenas o reflexo de um ciclo econômico negativo.

Assim, enquanto muitos acreditam que as circunstâncias geradas pela crise possibilitam uma janela para a mudança de hábito, causando alterações definitivas, outros avaliam que a manutenção de condições estruturais, como a política fiscal expansionista, contribuirá para que as pressões inflacionárias voltem assim que a economia se recupere. Neste caso, adeus juro baixo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Novas regras da poupança



Mantega detalha proposta que tributa caderneta de poupança

Por: Patricia Alves 13/05/09 - 14h53 InfoMoney


SÃO PAULO - A partir de janeiro de 2010, mediante aprovação do Congresso Nacional, os rendimentos das cadernetas de poupança com saldo acima de R$ 50 mil passarão a ser tributados de acordo com a Tabela Progressiva do Imposto de Renda.

O anúncio foi feito, nesta quarta-feira (13), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.De acordo com o ministro, o percentual de rendimento a ser tributado irá depender da taxa Selic, ou seja, quanto menor a taxa, maior o percentual a ser tributado. Durante o anúncio, Mantega exemplificou: "Se a Selic tiver no intervalo de 10% a 10,50% ao ano, o imposto de renda incidirá sobre 20% do rendimento". Esse percentual será maior, quanto menor for a taxa, e pode chegar a zero caso a Selic volte a subir.Além disso, de acordo com o ministro, a tributação se dará na hora da Declaração de Ajuste Anual, que acontece entre março e abril.

Segundo o ministro, para os poupadores que têm na poupança sua única fonte de renda, a tributação será diferenciada. "O contribuinte que tiver até R$ 850 mil aplicados na caderneta, e que não tiver nenhuma outra fonte de renda, não será tributado. Acima disso, além da tabela que considera a Selic, haverá uma outra tabela, que reduzirá ainda mais a tributação", afirmou.

Ainda de acordo com Mantega, o cálculo do saldo da poupança levará em conta do CPF do contribuinte/investidor, e não o número de contas. A idéia é evitar que uma mesma pessoa abra uma série de contas-poupança para evitar a tributação. "De acordo com o CPF, os saldos de cada conta serão somados e o total é que valerá para a tributação", disse. "É claro que podem haver fraudes, mas estaremos atentos a isso também", completou.

domingo, 8 de março de 2009

Petrobrás tem lucro recorde




Segue reportagem publicada no site INFOMONEY na sexta feira após fechamento do mercado..



Lucro líquido da Petrobras sobe 53% em 2008 e atinge recorde de R$ 33 bilhõesPor: Gabriel Ignatti Casonato06/03/09 - 19h40InfoMoney


SÃO PAULO - A Petrobras, maior empresa brasileira em valor de mercado, registrou um lucro líquido de R$ 7,335 bilhões no quarto trimestre de 2008, montante 46% superior ao reportado no mesmo período de 2007.

A nota divulgada pela companhia nesta sexta-feira (6), após o fechamento dos mercados, mostrou cifras em linha com as expectativa dos analistas consultados pela InfoMoney, com exceção da receita líquida, que superou as projeções.Segundo a estatal, o resultado foi influenciado pelo maior volume de produção e pelo aumento dos preços médios de realização de petróleo e derivados nos mercados interno e externo.

Em adição, a não recorrência das despesas com repactuação do plano de previdência, que haviam impactado o resultado de 2007, e o ganho cambial sobre os ativos monetários líquidos em dólar também contribuíram para o aumento do lucro.


Dados acumulados de 2008


Somados os números do quarto trimestre de 2008, o ano passado propiciou à Petrobras um lucro líquido recorde de R$ 32,988 bilhões, o que representa um avanço de 53% em relação aos R$ 21,512 bilhões de 2007.

No ano que passou, a produção média de petróleo, LGN e gás natural da Petrobras, no Brasil e no exterior, apresentou um crescimento de 4% em relação a 2007, atingindo uma média de 2.400 boed (barris de óleo equivalente por dia).

No quarto trimestre de 2008, a produção aumentou em 6% frente ao mesmo período do ano anterior.No mesmo sentido, as exportações da estatal atingiram o volume recorde de 673 mil barris por dia em 2008, crescimento de 9,4% frente a 2007.

Já os investimentos atingiram R$ 53,349 bilhões e aumentaram 18% na mesma base de comparação.

Por fim, a empresa afirmou que está propondo à Assembléia Geral Ordinária, que será realizada em 8 de abril, dividendos no montante de R$ 9,915 bilhões, correspondendo a um valor bruto de R$ 1,13 por ação ordinária e preferencial.


sábado, 3 de janeiro de 2009

Nova composição do Ibovespa

Pessoal,

Colei aqui uma matéria do infomoney com a nova composição do índice bovespa que vai vigorar nos primeiros quatro meses de 2009.

Por: Vitor Silveira Lima Oliveira02/01/09 - 11h15InfoMoney

A BM&F Bovespa divulgou nesta sexta-feira (2) a composição da carteira teórica do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, que vigorará entre os dias 2 de janeiro e 30 de abril de 2009.

Não houve alterações em relação à carteira vigente entre setembro e dezembro do último ano. Assim, o número de papéis que fazem parte da composição do índice foi mantido em 66 para este primeiro quadrimestre de 2009.Todavia, as ponderações dos ativos listados foram modificadas.

Os cinco que apresentaram o maior peso foram Petrobras PN (16,715%); Vale PNA (11,884%); BM&F BOVESPA ON (4,360%), Bradesco PN (3,700%) e Itaú PN (3,471%)%).

A escolha dos papéis componentes do índice Bovespa, bem como suas respectivas ponderações, atendeu aos seguintes critérios básicos:

  • Os 66 ativos escolhidos estiveram entre os 80% do índice de negociabilidade;
  • Apresentaram liquidez em pelo menos 80% dos pregões até o dia 30 de dezembro;
  • Movimentaram pelo menos 0,1% do volume total da Bovespa.

Metodologia: Para manter a representatividade dos índices, a Bovespa promove a reclassificação das carteiras ao final de cada quadrimestre, vigorando para os períodos de janeiro a abril, maio a agosto e setembro a dezembro.

Para ver a composição completa da carteira acesse: http://www.bovespa.com.br/Principal.asp

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Reunião do copom 10/12/08


Pessoal, colei aqui a notícia que saiu agora a pouco sobre a manutenção da taxa selic em 13,75%. Não costumo colar notícias e como vocês sabem, minha especialidade é análise gráfica, mas com o IBOV rondando uma região de resistências e mesmo com a expectativa da maioria dos analistas em uma manutenção da taxa SELIC, (o que realmente ocorreu), esta notícia pode trazer uma realização no mercado amanhã dia 11/12, pois acaba com a especulação que alguns tinham sobre um possível corte.

Segue a notícia retirada do site do infomoney:

Por: Gabriel Ignatti Casonato10/12/08 - 21h21InfoMoney.


SÃO PAULO - Mantendo a postura de sua última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu pela manutenção da taxa Selic no patamar de 13,75% ao ano na noite desta quarta-feira (10).


Em linha com as expectativas dos analistas, a decisão demonstra uma autoridade ainda focada nos impactos da crise internacional no cenário inflacionário brasileiro, embora ainda perdure certa dose de preocupação com uma eventual deterioração da atividade econômica doméstica.


Opiniões divididas para 2009


Apesar do consenso que envolvia as perspectivas dos analistas para a decisão do comitê na última reunião de 2008, as diferenças de opiniões ficam claras quando o assunto passa a ser as expectativas para a Selic no próximo ano.Para o banco Schahin, a melhora do balanço dos riscos trouxe alguma expectativa de que o Banco Central pudesse reduzir os juros já nessa reunião, embora seus analistas ainda julgassem tal movimento prematuro. "De todo modo, entendemos que o corte dos juros está próximo e poderá ser promovido entre as reuniões de março e abril", afirmam.Já a Ativa apresenta visão completamente oposta. "Como acreditamos que os efeitos na economia real não serão suficientes para os agentes conseguirem observar uma inflação em 2009 dentro do centro da meta de 4,5%, vemos uma grande possibilidade de uma retomada no aumento dos juros na primeira reunião do próximo ano".Por fim, a Merrill Lynch avalia que os membros do Copom deverão manter a cautela até que as condições econômicas permitam um flexibilização monetária, o que em sua opinião, só deve ocorrer no segundo semestre de 2009.


Boa noite a todos e bons negócios !

quinta-feira, 26 de junho de 2008

FED confirma taxa de Juros

Fed confirma projeções e mantém juro básico dos EUA em 2,00% ao ano
Por: Nathália A. Terra Pereira25/06/08 - 15h15InfoMoney

SÃO PAULO - O Fomc (Federal Open Market Committee), comitê de mercado aberto do Federal Reserve, optou nesta quarta-feira (25) por manter a taxa básica de juro norte-americana no patamar de 2,00% ao ano, em decisão já apontada pelas projeções majoritárias dos analistas.
Com isso, a autoridade põe fim à flexibilização monetária iniciada em setembro do ano passado, quando a crise do subprime irrompeu sobre os EUA, e que reduziu a Fed Funds Rate em um total de 325 pontos-base.
Crescimento segue penalizado:
Entre o colegiado, prevaleceu a visão de que o cenário macroeconômico norte-americano continua duramente penalizado, principalmente devido à crise no mercado imobiliário e no setor de crédito. Outro fator que traz preocupação ao time de economistas liderado por Ben Bernanke é a deterioração no mercado de trabalho dos EUA.Entretanto, embora as perspectivas em torno do nível de atividade nos EUA sigam fragilizadas, o Fed espera que o ciclo de cortes efetuados no juro básico do país até abril deste ano, combinado a outras medidas que visam o aumento da liquidez no mercado, deva propiciar, ao longo do tempo, uma gradual recuperação do crescimento econômico.
De fato, Bernanke vem alertando em seus discursos para a defasagem da política monetária, com as mudanças aplicadas nas taxas de juro demandando certo tempo para repercutirem de forma efetiva sobre a economia. "Embora os riscos ao crescimento sigam presentes, eles parecem ter diminuído e, em contrapartida, os riscos à inflação e às expectativas inflacionárias cresceram", afirma o comitê.
Inflação gera preocupação:
Como já alertado pelos analistas, o comunicado enviado nesta quarta-feira revelou um Fed mais preocupado com a escalada da inflação nos EUA, guiada pela disparada nos preços de energia, com o petróleo mais caro, e outras commodities. "As incertezas em torno do cenário inflacionário permanecem altas", diz o documento.O temor frente à inflação é tamanho que a decisão pela manutenção da Fed Funds Rate não foi unânime, tendo Richard W. Fisher, presidente do Fed de Dallas, votado por uma elevação no juro básico. Todavia, todos os outros nove membros votantes do comitê preferiram deixar a taxa inalterada.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Noticias- Economia Americana

Atividade econômica dos EUA continua fraca em 2008, diz Livro Bege do Fed

Por: Gabriel Ignatti Casonato 11/06/08 - 15h48 InfoMoney
SÃO PAULO - "O Livro Bege do Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, apontou nesta quarta-feira (11) que o nível de atividade da economia do país continuou fraco entre meados de abril e maio, o que mantém a tensão sobre o crescimento norte-americano.
Três distritos da instituição tiveram enfraquecimento na atividade, enquanto os outros nove descreveram a economia como mista ou estável. Segundo o Beige Book, a redução nos gastos dos consumidores se deve, em grande parcela, ao aumento nos preços dos alimentos e de energia.
De acordo com o levantamento, o setor imobiliário seguiu no mesmo ritmo declinante na maioria dos distritos, em meio à deterioração na qualidade do crédito. Os preços dos imóveis também permaneceram em patamar reduzido.
No segmento manufatureiro e de serviços, foi identificada uma atividade estável. Favorecido pelos preços elevados, o segmento da indústria de energia apareceu como destaque positivo do período, ao lado de agricultura.
A respeito dos preços, todas as regiões reportaram aumento dos insumos, de forma mais consistente nos produtos energéticos, alimentos e em diversas matérias-primas. O avanço continuou pressionando as margens de muitas companhias que ainda não conseguiram repassar completamente o impacto aos consumidores.
Por sua vez, as condições do mercado de trabalho apresentaram leve melhora desde o último Livro Bege tendo como conseqüência um tênue crescimento nos salários dos trabalhadores.
O Livro Bege é resultado de uma pesquisa que envolve 12 bancos regionais do Federal Reserve.
Seus dados são usualmente considerados pelo Fomc (Federal Open Market Committee) na definição da taxa básica de juro norte-americana."

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Notícias- Petróleo dispara

Disparada do petróleo e desemprego nos EUA derrubam mercados
Por: Equipe InfoMoney 06/06/08 - 15h45 InfoMoney SÃO PAULO -
Depois da forte retomada da véspera, os mercados voltam a cair forte nesta sexta-feira (6). O que à primeira vista pode parecer realização, encontra em um noticiário turbulento fundamentos mais do que necessários para explicar o movimento declinante. A pressão pela realização fica para segundo plano entre as ocorrências externas. Tudo parece conspirar contra o ritmo dos negócios, com destaque para o preço do petróleo nas bolsas mercantis internacionais e dados alarmantes da taxa de desemprego norte-americana. Depois de passar por um período de ajuste mais expressivo, o barril do petróleo dispara mais de 6% em Nova York e volta a quebrar recordes históricos, trazendo de volta as preocupações quanto ao desdobramento inflacionário deste ciclo de altas. A explicação da disparada evidencia a outra referência preocupante do dia: o mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Além da presença do capital especulativo, entre projeção do barril a US$ 150 pelo Morgan Stanley, a matéria-prima encontra na expressiva desvalorização do dólar a explicação para a busca dos investidores por um instrumento de hedge ao enfraquecimento da moeda. E grande parte da desvalorização do dólar vem atrelada ao preocupante Employment Report divulgado.
A taxa de desemprego nos Estados Unidos apresentou sua maior evolução das últimas duas décadas, com destaque para a falta de postos de trabalho ao grupo dos mais jovens. Uma amostra deste ambiente atribulado aos negócios é o retrato dos índices de Wall Street, que experimentam a pior sessão do mês. 70 mil pontos ameaçados; dólar sobe O cenário externo pressiona a bolsa brasileira e dá fôlego para o movimento de realização, mas também evidencia uma contradição.
A disparada do petróleo que alerta acerca da inflação e penaliza os negócios tanto em Wall Street quanto por aqui é a mesma que limita parte das perdas do Ibovespa. Esta situação se deve pela força dos papéis da Petrobras sobre o índice doméstico. A resposta das ações da estatal reduz consideravelmente a amplitude das perdas na bolsa brasileira, mas não mostra força suficiente para apagá-la. Entre estes eventos, o Ibovespa configura queda próxima de 1,50% no período da tarde, oscilando em torno dos 70.100 pontos. O volume financeiro ultrapassa R$ 3,87 bilhões. No mercado de câmbio, o dólar comercial rebate as perdas frente ao real na véspera com tímida oscilação de 0,06%, que o coloca a R$ 1,6280.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Notícias- Novo aumento da SELIC


Copom eleva taxa Selic em 0,5 p.p. e não surpreende mercado
Por: Tabata Pitol Peres04/06/08 - 19h20InfoMoney

SÃO PAULO - O Comitê de Política Monetária elevou, nesta quarta-feira (04), a taxa Selic em 0,50 ponto percentual. Assim a taxa básica de juros agora está em 12,25% ao ano.A decisão não surpreendeu os analistas, que após a elevação de 0,50 ponto percentual em abril, já esperavam que o conselho realizasse outras elevações.Em entrevista a InfoMoney TV, Carlos Alberto Ercolin, que é diretor executivo de economia, banking e finanças da Anefac, afirma que essa nova alteração pode frear o consumo no Brasil e que o objetivo do governo é conter o avanço da inflação.

Selic x Bolso do ConsumidorDe acordo com o Banco Central, a taxa Selic é obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operações compromissadas.Na prática, essa taxa influencia o bolso do consumidor, porque ela é referência para diversas outras taxas de juros usadas no País, ou seja, os juros do cheque especial, do crediário, dos cartões de crédito, entre outras.Portanto, quando há elevação da Selic, aumenta também o valor que as instituições financeiras cobrarão pelos empréstimos e os juros para uma compra a prazo, por exemplo.