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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Código das ações

Outra preocupação dos iniciantes é quanto aos códigos das ações ou ativos e suas representações.
Este é um tema que não requer muita preocupação, pois em um breve tempo de contato com o mercado o investidor novato já vai pegar o “espírito da coisa” e estará habituado com o padrão
dos códigos.

Em via de regra, os códigos dos ativos no mercado a vista são representados por 4 letras e uma seqüência de 2 algarismos numéricos que variam de 1 a 13.

Vou me preocupar aqui em esclarecer apenas os códigos mais utilizados e apenas do mercado a vista, pra não confundir mais do que ajudar, mostrando códigos de subscrições, mercado de opções, que não devem ser de convivência da maioria dos iniciantes na bolsa.

Os principais ativos que serão negociados por quem está começando no mercado são os terminados em 4 ou em 3.
Os terminados em 4, representam as ações PN que são as preferenciais e dão direito a dividendos. (EX: PETR4, preferenciais da Petrobrás). Já as terminadas em 3 são às ON, ou ordinárias, que dão direito a voto. (EX: CSNA3, ordinárias da siderúrgica nacional).

Além destas, podemos destacar algumas preferenciais tipo as classe A. Em geral classe preferencial trás alguma diferencças em relação privilégios. (EX: VALE5, Preferenciais classe A da Companhia Vale).

Outra representação que vai ser muito encontrada é a terminada em 11. Estes são os casos das UNITs, ou BDR, que representam na maioria das vezes aspéctos tanto das ON quanto das PN combinados.


Caso encontre um código de 4 letras + F, o ativo em questão se refere ao mercado fracionário. EX: PETR4F (Ativo petrobrás PN negociado no mercado fracionário).


Os ativos são negociados no mercado a vista em lotes padrões, que na maioria das vezes são de 100 ações por vez. Caso se queira negociar menos pepéis que o lote padrão, devemos usar a representação acima.

Leiam também os artigos: Como iniciar? e Conceitos básicos do mercado.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Como iniciar ?

Este artigo visa ajudar aqueles que querem começar a investir na bolsa de valores mas não sabe ainda o que fazer pra dar o pontapé inicial.

Para começar a investir por conta própria em renda variável através do Home Broker, o primeiro passo é abrir conta em uma boa corretora.

Pra escolher a corretora,você deve procurar saber sobre a confiabilidade dela no mercado, além da taxa de corretagem cobrada, a plataforma gráfica e a estabilidade do Home Broker. Nestes casos, sempre é bom conversar com alguém que já opera pela corretora e também consultar sites como o da CVM por exemplo.


Quanto à taxa de corretagem é preciso saber além do valor, se a corretora cobra taxa de corretagem fixa ou variável.

A taxa de corretagem é cobrada a cada operação de compra ou de venda de ativos.

Logo, se o investidor tem uma quantia menor pra aplicar, pode ser mais vantajoso optar pela taxa variável, pois esta será um valor proporcional à quantia movimentada.

Já nas operações com montante maior de dinheiro, é melhor fazer a operação por uma corretora que cobre taxa fixa que normalmente não passa de R$ 20,00 por operação.

Para exemplificar, digamos que você tenha R$ 4.000,00 pra aplicar.

Se você fizer uma operação de compra e venda, irá gastar R$ 20,00 na compra e R$ 20,00 na venda, totalizando R$ 40,00. Logo, você vai gastar 1% do valor da operação apenas com taxa de corretagem. Neste caso a corretagem variável fatalmente seria mehor.

Por outro lado, vamos imaginar que estejamos fazendo uma operação de R$ 40.000,00. Neste caso iríamos gastar os mesmos R$ 40,00 de corretagem fixa, mas agora ela irá representar apenas 0,1% da operação.



Uma ótima opção pra quem quer se familiarizar com o mercado antes de começar a colocar seu dinheiro, é se cadastrar no EMAÇÃO.

O EMAÇÃO é um simulador da bolsa de valores que funciona apenas com 15 minutos de atraso em relação à bovespa, simulando a variação real dos ativos onde você faz um cadastro simples e opera com dinheiro virtual.


terça-feira, 28 de outubro de 2008

Análise técnica X Análise fundamentalista

Para iniciar nossos estudos em renda variável, uma das primeiras coisas que precisamos saber é a diferença entre análise técnica e fundamentalista.
Aqui no blog abordaremos os estudo apenas da análise técnica do mercado por ser mais simples em função do acesso fácil às informações e gráficos das empresas.

Conceitos:

Análise fundamentalista: O analista fundamentalista baseia suas decisões de mercado na análise dos fundamentos de cada empresa. Ou seja, seu fluxo de caixa, lucro, rentabilidade, receita, endividamento etc.

Este tipo de análise requer um bom nível de conhecimento em economia, bem como informações confiáveis e sempre atualizadas da empresa que está sendo estudada.

Análise técnica:

A análise técnica é o conjunto de ferramentas e indicadores analíticos que permitem ao operador, basear suas decisões estratégicas no mercado de ações, mesmo que este operador não tenha nenhuma formação acadêmica em economia ou finanças pois, a análise técnica dispensa totalmente uma análise fundamentalista da empresa em questão.
Na análise técnica não levamos em consideração fatores macroeconômicos, balanços, políticas monetárias, fiscais entre outros.
“Para o analista técnico os preços representam a ação conjunta de todos os investidores, desde os mais bem informados até os mais inexperientes. Por isso, todo fator que altera a oferta e a demanda já estará refletida no preço, menos os efeitos imprevisíveis, como as calamidades naturais, catástrofes, atentados etc.”
“Mesmo no caso deste tipo de fenômeno, acredita-se que apesar das fortes oscilações iniciais, estes acabam sendo absorvidos pelo mercado.”
(Primeiro principio de Dow)

Para acompanhar tais evoluções dos preços utilizamos principalmente os vários tipos de gráficos.
Os principais gráficos utilizados serão descritos em um próximo artigo.

Leiam também os artigos como iniciar e tipos de gráficos

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Conceitos Básicos do mercado


Neste tópico pretendo colocar pra vocês os conceitos mais básicos do mercado. Acho que assim vou conseguir ajudar-los até entender melhor os termos utilizados nas análises semanais e nos demais arquivos postados no Blog. Tem alguns termos que dependem de conceitos maiores e tratam de tipos de operações que devem ser explicados mais detalhadamente adiante.

Mas as definições mais básicas podem ser esclarecidas facilmente por aqui.
Caso tenham alguma dúvida, é só deixar o comentário, que eu respondo.
Home Broker -O Home Broker é o instrumento que permite a negociação de ações via Internet. Ele permite que você envie ordens de compra e venda de ações através do site de sua corretora na internet.
Ações - Títulos de renda variável emitidos por sociedades anônimas e que representam a menor fração do capital de empresa emitente.

Pregão - Sessão durante a qual se efetuam negócios com papéis registrados em uma bolsa de valores, diretamente na sala de negociações e/ou pelo sistema de negociação eletrônica.

Volume – “Montante financeiro, expresso em reais, que compreende a soma de todas as negociações ocorridas no pregão para um determinado ativo (ação).”

Liquidez – Disponibilidade que um ativo possui em seu momento atual de mercado, para negociação. Um ativo que possui poucos negócios durante o pregão é considerado de baixa liquidez. Fonte: livro Candlestick Auto:r Carlos Alberto Debastiani”

Trade- Espaço temporal entre a compra de um ativo no mercado financeiro e sua respectiva venda. É o período em que o investidor manteve o pepel.Chamamos uma venda com lucro de trade vencedor e uma venda com prejuízo de trade perdedor. Fonte: livro: Candlestick
Auto:r Carlos Alberto Debastiani”

Ações PN – São as ações que dão direito a dividendos aos acionistas que as possui, o conceito de dividendos segue logo abaixo.
Ações ON – São as ações que dão direito a voto aos acionistas que as possuem.

Dividendos – É uma participação nos resultados da empresa. O Percentual de dividendos a ser distribuído em dinheiro pela empresa é definido em assembléia geral de acordo com os resultados obtidos pela empresa no período.

Subscrição – É o direito de aquisição de um novo lote de ações proporcional à quantidade anteriormente possuída. Leva em conta a estratégia de aumento de capital da empresa.

Bonificações - Quando ocorre aumento de capital de uma sociedade, são distribuídas gratuitamente novas ações aos acionistas, proporcionalmente ao número de ações já possuídas por ele.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Fundo de ações X investimento direto na bolsa

Este é o dilema de muitos que desejam ingressar no mercado de ações e ficam inseguros na hora de escolher entre uma ou outra opção.

Seguem a as características básicas dos fundos de ações e das aplicações diretas via Home Broker.

Fundo de ações:

O Investidor escolhe o fundo no qual ele deseja aplicar por intermédio geralmente de um banco, a partir daí ele fará o investimento por meio de cotas. Sendo assim o investidor terá um número "x" de cotas que irão ganhar ou perder valor de acordo com a variação do mercado. Exemplo: No fundo de ações da Petrobrás, o investidor possui cotas do fundo que aplica seu dinheiro em ações da Petrobrás e sua rentabilidade estará atrelada a rentabilidade destas ações. Fundo de ações setor elétrico, o investidor possui cotas do fundo que aplica seu dinheiro em ações de empresas de energia elétrica e assim por diante, com uma grande variedade de modelos de fundos .Em troca deste trabalho de aplicar por você, o banco cobra taxa de administração e em alguns modelos uma taxa por desempenho como prêmio.


Investimento direto na bolsa de valores:

Desta forma o investidor após cadastrar-se em uma corretora, faz um depósito inicial e negocia ações diretamente na bolsa de valores através do Home Broker durante o pregão eletrônico. Aqui ao invés de ter cotas de um fundo de ações da Petrobrás por exemplo, o investidor compra e vende diretamente as ações da empresa. Para isto ele paga para a corretora um valor de corretagem em cada operação de compra ou venda executada.

Vantagens e desvantagens:

A única vantagem que vejo quando qualquer pessoa aplica num fundo de ações, é que desta forma ela inicia uma experiência de ficar exposta às oscilações do mercado de renda variável, se preparando para investir diretamente. O que vejo na maioria das pessoas que iniciam um investimento em fundos de ações é a vontade de conseguir rentabilidades maiores que as da renda fixa, e a expectativa de que por trás do fundo de ações existe expert que não deixará que elas percam dinheiro no mercado.Quando na verdade, a grande maioria dos fundos não oferece nenhuma segurança a mais do que ficar comprado diretamente em ações.

Já operando diretamente na bolsa, o maior aliado ou inimigo do investidor é ele próprio, tendo ele que escolher apenas em que lado deseja ficar. Caso escolha fazer operações baseadas em análises bem fundamentadas, com um bom manejo de risco x retorno, operações de proteção e Hedge ele tem tudo pra conseguir rentabilidades melhores que as da maioria dos fundos, principalmente nos momentos de queda do mercado.
Já no caso de investidores impulsivos que encaram a bolsa de valores como casinos ou loterias, aí sim a opção de operar diretamente não é a melhor escolha.

Minha opinião muito particular sobre este assunto é a seguinte:
Quando juntamos dinheiro pra comprar o nosso primeiro carro, o que fazemos logo em seguida? Tratamos de passar por todas as etapas para conseguir nossa habilitação como motoristas, ou contratamos um motorista particular?
A grande maioria de nós escolhe a primeira opção.
Porque então quando se trata de investir nosso dinheiro, ficamos na dúvida entre nos habilitar para dirigir nossas aplicações ou contratar pessoas pra fazer isto por nós?
Porque acreditar que existe uma pessoa melhor pra cuidar do nosso dinheiro do que nós mesmos?
Pra mim, a resposta pra esta pergunta está na simples questão cultural, mas que de forma bastante positiva, está nitidamente sendo mudada dias após dia.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Quebrando paradigmas

Na maioria das vezes em que converso a respeito de investimento na bolsa de valores com amigos ou qualquer pessoa que desconheça o mercado de ações, vejo um texto que parece ter sido ensaiado entre eles, acerca dos motivos pelo qual ainda preferem investimentos mais conservadores, como renda fixa ou caderneta de poupança em detrimento a operações diretas com ações.
Abaixo enumerei alguns destes paradigmas que precisam ser quebrados para que você inicie sua caminhada rumo a investimentos mais rentáveis.

1.Tenho pouco dinheiro.

Existem operações na bolsa para todos os gostos e todos os bolsos. Muitos me perguntam se podem iniciar suas operações com apenas R$ 1.000,00. A resposta é: Com certeza podem. Neste caso o que se deve observar é que se você fizer muitas operações durante o mês, fatalmente a taxa de corretagem comerá todo seu lucro. Mas começar com pequenas quantias é até certo ponto bom para o operador iniciante pois isto evita que ele coloque em risco, grandes somas num primeiro momento.

2. Não tenho tempo para acompanhar o mercado.

Da mesma maneira que coloquei em relação a quantidade de dinheiro disponível, o tipo de operação escolhida é que vai definir o tempo que você precisará se dedicar ao mercado. Hoje consigo conciliar tranquilamente meu emprego com minhas operações, pois elas são praticamente mensais, com algum ajuste semanal, e nem por isso são menos lucrativas do que as de quem fica o pregão inteiro colado na tela do computador. Sem falar que acompanhar o pregão inteiro é extremamente estressante. No entanto pra quem tem tempo e interesse por operações curtas, pode ser interessante.

3. Investir em ações é muito arriscado.

Tudo que fazemos sem ter o devido domínio é bastante arriscado e amedrontador. Por isso vejo que as pessoas que não entendem os mecanismos de funcionamento do mercado tem tanto medo de investir em ações. A única referência que estas pessoas tem são as noticias do jornal, informando que a bolsa subiu ou caiu, às vezes em um dia, muito mais do que sua caderneta de poupança é capaz de render em 1 mês inteiro. Saibam que a internet hoje em dia propicia uma segurança muito grande nas operações. Além disto, quando você dominar o assunto, irá ver que existem operações de proteção nas quedas (utilizando venda de opções por exemplo), que dão um ótimo retorno e diminuem bastante o risco da exposição ao mercado.

Leia também o artigo Como tudo começou

domingo, 11 de maio de 2008

Como tudo começou

Esta história de bolsa de valores começou quando saí de Belo Horizonte como analista de sistemas, e ao convite do meu primo que mora no Rio de Janeiro, fui morar naquela cidade e trabalhar na área de suporte técnico de um grande banco de investimentos.

O ano era 2002. Após sempre dizer que nunca sairia de BH pra trabalhar em outra cidade, lá estava eu ,tentando caminhar na minha profissão, melhorando meus conhecimentos e também o meu curriculum.

Com apenas 3 meses de trabalho descobri duas coisas por lá.

Primeira: Por mais bonita que fosse a cidade do Rio de Janeiro, não ia conseguir continuar longe de BH por muito tempo.

Segunda: Estava trabalhando no andar errado. Digo isso pois no andar onde eu trabalhava, ficavam basicamente funcionários das áreas de serviços, como suporte técnico, administrativos e infra estrutura do banco.Já no andar de cima, ficavam os funcionários da área comercial, bem como os "astros" da empresa. "Os operadores de mercado".

Desta forma aprendi rapidamente que se alguém da mesa de operações berrasse, eu deveria estar ao seu lado resolvendo qualquer problema do seu sistema num piscar de olhos.

Descobri também que apesar de toda minha correria, no fim do mês o contra cheque deles era pelo menos umas vinte vezes mais gordo que o meu.

E assim tudo começou. Nesta época comecei a procurar na internet tudo que era possível a respeito de mercado de ações, análise técnica, fundamentalista e tudo que pudesse me esclarecer porque aqueles operadores eram tratados quase como Deuses.

No ano seguinte, já havia descoberto alguma coisa a respeito de mercado financeiro e também já procurava uma forma de voltar pra BH, pois não aguentava mais correr de um lado pra outro atendendo todas aquelas solicitações urgentes.

Minha providência ao procurar emprego na volta para BH, foi a de mudar para a área comercial, já que eu tinha muita facilidade de me comunicar e conseguir as coisas que eu queria. Assim, uma coisa era certa: minha motivação para trabalhar na área técnica havia terminado.

Consegui o tal emprego no inicio de 2004 e mesmo alternando as empresas, continuo na área comercial de softwares até hoje, só que desta feita, trabalhando como gerente.

Durante este período a figura dos "Semi Deuses" da mesa de operações continuou em minha mente, fazendo com que eu me aprofundasse em meus estudos sobre mercado financeiro, fazendo de 2004 a 2006, cursos com alguns dos analistas mais renomados do país, além de colecionar uma vasta biblioteca sobre o assunto.

Não adiantaria nada se tudo ficasse apenas na teoria. Então em março de 2004 comecei a operar com R$ 6.500,00 provenientes da troca do meu carro que era um Uninho 95.

Após ter feito muitas bobagens, perder algum dinheiro, perder noites de sono e em muitos momentos a tranquilidade, me considero hoje, após 5 anos daquelas primeiras leituras sobre o assunto, um "operador de mercado".

Apesar de hoje saber que os operadores de mercado estão longe de ser aqueles "astros" que eu imaginava quando não entendia nada sobre o assunto, depois destes anos de operações, já não ando mais naquele uno 95 e consegui multiplicar os R$ 6500 algumas dezenas de vezes.

É por isso que em janeiro de 2008, decidi montar o curso para "iniciantesnabolsa", com foco principal nos iniciantes de mercado e pequenos investidores, que como eu na época em que comecei a operar, tinha pouco capital e pouco recurso para pagar os altos preços que são cobrados pela maioria dos instrutores e organizações de ensino formal sobre o assunto.

Espero que se identifiquem com minha história e iniciem o primeiro passo na organização da independência financeira ou aposentadoria planejada, através dos investimentos no mercado de ações.

Leiam também o artigo Como iniciar