terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Engolfo de alta

Descrição- O engolfo de alta é um padrão composto por 2 candles. O primeiro candle é de baixa e pequeno. O segundo é um grande candle de alta que engolfa (envolve) todo o primeiro candle.

Significado- O padrão sugere reversão pois após um movimento de baixa do mercado, forma-se um candle pequeno indicando que a força de venda pode estar se esgotando ou em dúvida. No segundo dia o mercado abre abaixo do fechamento do candle anterior. No entanto durante o período representado por este candle, a força de venda não se sustenta e os comprados passam a dominar com tanta força que empurram este candle a um fechamento em grande alta, acima do fechamento do candle anterior.Neste momento aconteceu a inversão de predominância da força de venda para a força compradora.


Características- Os candles que compõem o padrão tem que aparecer obrigatoriamente depois de uma queda do mercado.Os candles devem ter cores diferentes. O primeiro deve ser de baixa e o segundo de alta.O corpo do segundo candle deve engolfar completamente o corpo do primeiro. (Não é necessário engolfar também as sombras).


Sinais que reforçam o padrão

  • Quanto maior o corpo do segundo candle, melhor.
  • Quanto menor for o corpo do primeiro candle, melhor.
  • O volume no dia do segundo candle deve aumentar.
  • O padrão deve obrigatoriamente acontecer em uma tendência de baixa. Não tem significado no meio de congestões.


Artigos relacionados: Candlestick, Principais padrões de candles.

Bons negócios a todos!!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Operação Compartilhada- Banco do Brasil- BBAS3

Segue a operação compartilhada sugerida pelo nosso amigo Sérgio Feitosa da comunidade "Bolsa de valores sem mistério". Neste tópico, coloco minha análise sobre o ativo, fazendo uma leitura do cenário e`as vezes falo o que seria mais correto nesta situação de mercado, baseado nos conceitos da análise técnica. Lembro que a decisão de compra e venda é sempre do investidor e não cabe a mim responsabilizar por ela.


Neste caso segue a análise do ativo BBAS3 pra curto prazo (Swing trade).


Vejam que o papel está em cima do suporte sinalizado pela terceira reta horizontal preta de baixo pra cima. Caso o ativo faça neste ponto um candle de reversão, a operação de swing trade seria compra com stop loss abaixo de 13,67 e venda (stop gain) perto de 15,00 ou 15,40.


Outra estratégia de realização de lucros seria, uma realização parcial 3% acima do ponto de compra e venda do restante na resistência de 15,00 ou 15,40.


Segue o gráfico diário do ativo nos últimos 3 meses:









Agora o mesmo gráfico, com um Zoom apenas no último mês, mostrando melhor os suportes e resistências.








Bons negócios a todos !

domingo, 28 de dezembro de 2008

Operação compartilhada- Aracruz- ARCZ6

Segue a operação compartilhada sugerida pelo nosso amigo Lucenildo da comunidade "Bolsa de valores sem mistério".
Neste tópico, coloco minha análise sobre o ativo, fazendo uma leitura do cenário e`as vezes falo o que seria mais correto nesta situação de mercado, baseado nos conceitos da análise técnica.
Lembro que a decisão de compra e venda é sempre do investidor e não é de minha responsabilidade.




Primeiro segue o gráfico do ativo no curto prazo: Veja que o papel subiu e tentou por dois dias consecutivos romper a resistência em 2,30. (segunda linha preta horizontal de baixo pra cima no gráfico).Após não conseguir romper esperava-se que ela recuasse até perto da primeira linha preta que é o suporte em 2,00, ou até pelo menos em 2,12 que é exatamente a linha vermelha onde passa a média de 35 dias.

O problema é que este recuo esperado foi feito muito rapidamente no últmio pregão, com o papel batendo nos 2,12 e retornando rápido aos níveis de 2,28. (logo esta velocidade no movimento dificultou a entrada no papel, que no meu entendimento já não está novamente num bom ponto de compra pra curto prazo- swing trade).

Agora teremos que aguardar pra ver se o papel volta aos níveis de 2,12 ou até mesmo os 2,00, ou se rompe definitivamente a resistência de 2,30 e vai buscar a próxima, nos níveis de 2,56 (terceira linha horizontal preta de baixo pra cima).











Já no longo prazo, o papel continua em tendência de baixa.

Segue o gráfico do ativo nos últimos 10 meses. Vejam que uma recuperação ainda depende de romper inúmeras resistências pelo caminho, por isso eu não gosto de comprar ativos em tendência de baixa pra manter em carteira de longo prazo.



Vale observar que o volume de negociações da ARCZ6 teve um aumento significativo nos últimos meses, sugerindo que este movimento que por enquanto é um repique de alta dentro da tendência de baixa, ainda pode ter fôlego.

Bons negócios a todos!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Análise gráfica semanal- 29/12/08 a 02/01/09

Esta análise dos índices Bovespa, Dow Jones e Dólar é feita com foco semanal, expressando uma visão gráfica que não tem grande relevância em períodos de tempos menores, como oscilações diárias ou intradiárias.Este é um estudo técnico que aliado aos objetivos e estratégias de cada um pode ser de grande valia nas operações de mercado, portanto deve ser apreciado dentro do contexto estratégico de cada investidor, e não como uma orientação de compra ou venda de ativos.

IBOV-(Índice bovespa)- A semana que se encerrou teve apenas 3 dias de negociação com baixíssimo volume. O índice bovespa que havia na semana retrasada esboçado uma boa recuperação se aproximando bastante da resistência principal da congestão em 41.000, recuou e perdeu o nesta semana o suporte em 37.000. Com isso voltamos para a lateralização e ficamos agora na expectativa de ver se o índice recupera forças para partir pra cima novamente, ou se caminha em direção aos próximos suportes nos níveis de 33.800/ 31.000.Penso que até que se inicie o próximo ano, vamos ficar ainda nesta lenga lenga com o mercado continuando sem definição.






Dow Jones- Por várias semanas até mesmo mais congestionado que o próprio índice bovespa,o Dow Jones, nesta semana que se encerrou, não fez nada de diferente do que ja vinha fazendo nas últimas análises.Continua preso entre 8350 e 9.000, devendo o rompimento de uma destas extremidades pra definir melhor o curto prazo. Caso haja o rompimento pra cima, volta a mirar os 9.700 pra armar uma tendência de alta. Caso perca os 8350, volta a mirar os 8200 e depois 7400. Também não vejo força no mercado pra gerar uma definição nesta curta semana que se inicia.





Dólar- Preso entre 2,30 e 2,43, também sem definição de curto prazo vai oscilando neste range a duas semanas. Acima deste range ainda apresenta várias outras resistências: 2,48/2,53/ 2,56/2,63 e pra baixo, caso perca o suporte dos 2,30 tem nova parada em 2,23. Não acho que apresente também uma definição na próxima semana mesmo porque uma aceleração do dólar pra qualquer um dos lados, pode depender também de uma definição do IBOV.



Desejo a todos uma ótima semana, bons negócios e um 2009 repleto de muitas realizações e sucesso !!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Estrela da manhã

Descrição-O padrão "estrela da manhã" é um padrão de reversão de fundo composto por 3 candles.
Em uma tendência de queda, temos um primeiro dia que forma um longo candle negro de baixa. No segundo dia, temos uma abertura em Gap de baixa e um candle de corpo pequeno e sombras curtas, (se houverem). O terceiro dia é uma abertura em gap acima do candle pequeno (estrela) e fechamento com candle de alta.



Significado do padrão- O padrão sugere reversão, pois após uma queda longa ocorre uma abertura em gap de baixa, mostrando grande predominância da força vendedora. Acontece que neste período o mercado fecha com um candle pequeno, mostrando indecisão entre comprados e vendidos. No terceiro dia a força compradora predomina, representada pelo Gap de abertura e posterior continuação das compras, fechando com um longo candle de alta. Neste momento está confirmada a reversão.



Características- O padrão tem que obrigatoriamente aparecer depois de uma queda.
Os gaps devem envolver o corpo da estrela e as sombras podem tocar os candles vizinhos à estrela.
Existe um outro padrão em que os gaps devem envolver tanto o corpo quanto as sombras, deixando a estrela isolada dos outros candles. (Este padrão é chamado de Bebê abandonado e será visto posteriormente).
O candle antes da estrela deve ser de baixa e o candle posterior a estrela deve ser de alta.



Sinais que reforçam o padrão


  • A cor da estrela não tem relevância no padrão.

  • Quanto maior for o candle de alta após a estrela, mais confiável é o padrão.

  • O volume deve aumentar durante o padrão.

  • O padrão ganha mais força se for formado em região de suporte.

Segue a ilustração do padrão "Estrela da manhã" com o candle "estrela"circulado em vermelho.

Artigos relacionados: Candlesticks, padrões de reversão.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Martelo invertido

Descrição -O martelo invertido é um padrão de reversão composto por um candle com pequena diferença entre os preços de abertura e fechamento e que ao contrário do martelo, possui uma grande sombra superior.


Significado do padrão- O padrão sugere reversão pois em algum momento do período representado pelo candle ocorre um aumento da força compradora que eleva significativamente os preços do ativo.Depois desta alta, a força compradora vai perdendo espaço e no final do período os preços não se sustentam, fechando o candle perto dos valores de abertura que por sua vez estão próximos da mínima do dia.


Apesar deste fechamento baixo, já vimos o primeiro sinal de entrada de força compradora que pode se concretizar em uma reversão.



Características -O martelo invertido tem que obrigatoriamente aparecer depois de uma queda do mercado, por isso aparecem em em fundos. Pra que o padrão esteja completo é necessário sempre esperar uma confirmação.Por isso o candle que aparece após ao martelo invertido tem que ser um candle de alta.


Sinais que reforçam o padrão


  • A cor do Martelo invertido não é determinante, mas um martelo invertido branco de alta traz maior confiança.
  • O aumento de volume de negócios no dia do Martelo invertido também ajuda na confirmação
  • A formação do martelo em regiões de suportes também é um bom indicativo de reversão


Segue a ilustração do padrão com o martelo invertido destacado em vermelho



Artigos relacionados: Candlesticks , Padrões de reversão

Martelo

Descrição - É um padrão de reversão composto por um candle com uma longa sombra inferior e uma pequena diferença entre os preços de abertura e fechamento.


Significado- O padrão sugere reversão pois em algum momento do período representado pelo candle, houve uma queda grande nos preços que não se sustentou, trazendo uma corrida de compras que empurrou os preços de volta ao patamar da abertura ou bem próximos dela. Neste caso houve um concenso de que aquela mínima do dia trouxe os preços a um patamar que o mercado julgou estarem baratos, e isso causou a recuperação.


Características -O martelo tem que obrigatóriamente aparecer depois de uma queda do mercado, por isso aparecem em em fundos. Pra que o padrão esteja completo é necessário sempre esperar uma confirmação.Por isso o candle que aparece após ao martelo tem que ser uma candle de alta.


Sinais que reforçam o padrão


  • A cor do Martelo não é determinante mas um martelo branco traz maior confiança.

  • Quanto maior a sombra inferior do candle em relação ao seu corpo melhor.

  • O aumento de volume de negócios no dia do Martelo também ajuda na confirmação.

  • A formação do martelo em regiões de suportes também é um bom indicativo de reversão.

Segue a ilustração do padrão com o martelo destacado em vermelho.



Artigos relacionados: Candlesticks , Padrões de reversão

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Padrões de reversão

Pontos de reversão de tendência, nada mais são do que regiões onde o mercado altera a direção do movimento atual, podendo prosseguir no sentido inverso ou mesmo entrar num processo de congestão.

Sendo assim estes pontos são muito importantes para o analista técnico pois podem se tratar de pontos ideais para compra ou venda de ativos.

Umas das técnicas que melhor ajuda a identificar estes pontos são os padrões de Candlesticks apresentados nos tópicos a partir de agora.

Pra que possamos entender bem os padrões, precisamos identificar não somente o formato do candle como também a localização que ele aparece no gráfico.Esta localização será fundamental para a diferenciação de um padrão de alta ou de baixa.

Segue abaixo os principais padrões de reversão que serão explicados nos próximos tópicos.

Padrões de reversão de baixa para alta

  • Martelos
  • Martelo invertido
  • Estrela da manhã
  • Engolfos de alta
  • Piercing
  • Harami de fundo

padrões de reversão de alta para baixa

  • Enforcados
  • Shooting star
  • Estrela da tarde
  • Engolfos de baixa
  • Nuvem negra
  • Harami de topo

Além destes padrões decritos acima, ainda existem muitos outros mas que não serão abordados por enquanto, pois aparecem com menor frequência nos gráficos.

Para melhor entendimento dos padões de reversão leia também os artigos teoria de Dow, topos e fundos, Pivots.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Novas alíquotas do IR 2009


Pessoal,


Eu mesmo estava na dúvida sobre as novas alíquotas de imposto de renda válidas a partir de janeiro, após muito pesquisar e ler a notícia de várias fontes diferentes, achei esta máteria do Jornal HOJE do Mato grosso do sul, que pela minha avaliação foi a que melhor explicou as mudanças.



"Com o pacote baixado pelo governo, os trabalhadores passarão a pagar menos imposto de renda.


O salário de dezembro, por exemplo, que deve ser pago no início de janeiro, já será tributado pelas novas alíquotas. É importante observar que as novas medidas não aumentaram a faixa de isenção, que será de R$ 1.434,59.


Esse valor já seria o de isenção, mesmo sem o pacote, de acordo com a Lei nº 11.482/07. O benefício vale mesmo é para quem recebe salário líquido acima desse valor.

Na prática, quem recebe salário de R$ 1.612 brutos e tem desconto apenas de INSS estará isento em 2009. Isto porque o IR incide sobre o salário líquido. Assim, quem recebe esse valor paga 11% de INSS (R$ 177,32). Subtraindo-se o INSS do salário dá um valor líquido de R$ 1.434.68, na faixa, portanto, do valor de isenção, que é de R$ 1.434,59.


Se o trabalhador com carteira assinada tem um dependente, por exemplo, vai ficar sem pagar imposto mesmo ganhando até R$ 1.774,00, porque, além do desconto de R$ 195,14 de INSS, poderá abater R$ 144,20 pelo dependente. Assim, seu salário líquido cai para R$ 1.434,66.

Para saber quanto vai pagar de imposto de renda na fonte, o trabalhador deve primeiro calcular o seu salário líquido. Deve abater a previdência social, os dependentes (R$ 144,20 por dependente), previdência privada, pensão alimentícia. Só então aplicará as alíquotas correspondentes.


Para facilitar a conta, a própria Receita Federal fornece um cálculo que dispensa a necessidade de fazer contas para cada faixa de tributação, no caso, por exemplo de quem recebe salário líquido superior a R$ 1.434.59.


Assim, se o seu salário líquido está entre R$ 1.434,59 e R$ 2.150, você deve calcular 7,5% (nova alíquota) dele e descontar R$ 107,55. Exemplo: 7,5% de um salário líquido de R$ 2.000 dá R$ 150. Deduzindo R$ 107,55 de R$ 150, você terá um desconto na fonte de R$ 42,45.


Para quem tem salário líquido superior a R$ 2.150 até R$ 2.866, a alíquota é de 15% e o valor a deduzir, de R$ 268. Exemplo: 15% de um salário líquido de R$ 2.500 dá R$ 375, menos a parcela a deduzir de R$ 268, a retenção do IR na fonte será de R$ 107 por mês.


Os salários líquidos acima de R$ 2.866 até R$ 3.582 vão pagar a nova alíquota de 22,5%. A parcela a deduzir na hora do cálculo é de R$ 483,75. Assim, quem receber em 2009 um salário líquido de R$ 3.200, por exemplo, deverá multiplicá-lo por 0,225, que dá R$ 720, e subtrair R$ 483,75. O resultado é um desconto de R$ 236,25 de imposto de renda na fonte.


Por fim, quem ganha líquido acima de R$ 3.582 vai pagar 27,5% de IR. Para estes, a parcela a deduzir é de R$ 662,85. Exemplo: salário liquido de R$ 4.000 multiplicado por 0,275 dá R$ 1.100, menos a parcela de R$ 662,85, o desconto na fonte será de R$ 437,15."

Com informações de Ana Terra Bandeira


Tabela do Imposto de Renda 2009


Até R$ 1.434 - 0% (isento)
De R$ 1.434 a R$ 2.150 - 7,5%
De R$ 2.150 a R$ 2.866 - 15%
De R$ 2.886 a R$ 3.582 - 22,5%
Acima de R$ 3.582 - 27,5%

Boa semana!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Neuroeconomia



Todos que já tiveram a experiência de investir em ações, já conviveram com sentimentos como medo, ganância, apreensão, euforia e pânico.
Estes sentimentos são os maiores inimigos do operador de mercado de renda variável. São eles que nos fazem sair da nossa estratégia operacional e cometer erros irracionais.
Logo abaixo procurei sintetizar uma entrevista do Neuropsicólogo doutor Nelson S. Lima ao jornal semanário econômico, abordando as principais características de nossa tomada de decisão no que se refere principalmente a investimentos.
Acho este artigo muito interessante pra quem deseja começar a investir na bolsa de valores.

1. Na sua primeira pergunta ele responde sobre qual seria o peso da emoção na tomada de decisões de investimentos.

R: “A forma como a mente humana funciona não permite uma racionalidade pura na tomada de decisões, mesmo as mais complexas e exigentes. Qualquer decisão é o resultado de uma série de etapas mentais, da intervenção de numerosos fatores internos (biológicos) e externos (ambientais) e da influência das emoções e dos sentimentos. Ou seja, a mente de uma pessoa normal não consegue tomar decisões lógicas e inteligentes sem que o sistema límbico (emocional) esteja presente.”

2. Aqui ele responde sobre a divisão que faz a economia entre investidores conservadores, equilibrados e agressivos, levando em conta as variáveis de risco X retorno.

R: “Investir é, geralmente, uma atividade de risco na medida em que trabalha com cenários de futuro e, como tal, isso implica lidar com numerosos fatores imprecisos. O nível de risco aumenta quanto maior for o número de "atores" em jogo.
Neste domínio, os fatores de natureza pessoal que influenciam a forma como uma pessoa decide investir prendem-se sobretudo com a sua personalidade e a forma como a sua mente lida com a subjetividade e a incerteza. Fatores biológicos (como o temperamento), psicológicos (como o estilo cognitivo) e culturais (como a educação) fazem com que cada investidor obedeça um padrão de comportamento muito particular nas suas escolhas e tomadas de decisão.”


3. Uma pessoa pode ter características de diferentes perfis de investidores?

R: “Sim, pode ter. É muito arriscado tentarmos dividirmos as pessoas em tipologias específicas, como faz a psicologia tradicional.
Com certeza às vezes, isso ajuda a compreendermos melhor os seus padrões de comportamento, mas na realidade, cada pessoa é o resultado de uma grande diversidade de elementos biológicos, psicológicos e culturais que fazem com que sejamos todos diferentes.
Nas decisões de investimento, podemos encontrar padrões de comportamento diversos e isso deve-se sobretudo à forma como cada um reage a tudo quanto esteja em jogo.”

4. Os investidores muito experientes também não estão imunes à influencia do emocional?

R: “A reação de cada pessoa às investidas das emoções varia muito conforme a sua natureza e o momento. Os investidores experientes adquiriram, obviamente, uma aprendizagem sólida sobre as melhores escolhas, os melhores momentos, os riscos em jogo e os erros. Lidam melhor com a ambiguidade e a indeterminação graças ao fato dos seus cérebros terem aprendido a conviver com diferentes situações e diferentes "apostas". Neles desenvolve-se uma espécie de conhecimento oculto (não consciente) que alimenta abundantemente a sua memória de trabalho e lhes confere flashes intuitivos decisivos nas escolhas de alto risco. Geralmente estão menos expostos às reações emocionais adversas mas não estão totalmente imunes a momentos de perturbação que podem prejudicar a leitura e a interpretação das situações e a tomada de decisões”.A

5. De que forma a Neuroeconomia pode ajudar as pessoas na gestão dos seus investimentos?

R: A Neuroeconomia é um campo de investigação novo mas que se apresenta muito promissor no que se refere ao estudo do comportamento das pessoas em tomadas de decisão que envolvam investimento, compra, venda, troca e outras atividades de natureza econômica e financeira. A neuroeconomia recusa aceitar que as decisões no mundo dos negócios sejam pautadas apenas pelo pensamento racional e oferece instrumentos de análise mais precisos sobre a complexa rede de fatores psicológicos (intuitivos, emocionais, etc) presentes nas decisões.


6. O que se passa no cérebro de uma pessoa quando ela tem de tomar uma decisão de investimento, como por exemplo, a compra ou venda de ações?

R: “A ação de investir - seja em que for - representa um grande desafio para o cérebro porque põe em marcha uma série muito complexa de mecanismos e não apenas a racionalidade supostamente disponível no hemisfério esquerdo. Envolve pensar olhando para o futuro. Requer um tipo de pensamento estratégico mental e mobiliza capacidades como a atenção, a memória de trabalho, a memória de futuro, o processamento da informação, a ponderação emocional, a intuição, a auto-motivação, a habilidade de se interrogar e a capacidade de iniciativa. Investir representa apostar num conjunto de escolhas secundárias feitas em série até à decisão definitiva. É um processo inteligente e criativo.”

7. Existem momentos em que se deve evitar a tomada de decisões de investimento? (ex: alturas em que as pessoas estão muito stressadas ou deprimidas).

“Sim. As decisões de investimento estão entre as mais delicadas que se podem tomar. É um exercício de inteligência pura (não exclusivamente racional) que é feito sobre um conjunto mais ou menos amplo de opções, incluindo a de não investir. É, por isso mesmo, um exercício que requer um estado de espírito sereno.
O stress, o cansaço, os problemas de saúde, os estados sentimentais adversos (como o desânimo, a melancolia, a raiva, o ódio e o desprezo bem como a euforia e o excesso de auto-confiança) prejudicam o discernimento, a análise e o pensamento pelo que, se o investidor está num mau momento de forma, é de boa prudência não arriscar mesmo que esteja (erradamente) convencido que um determinado investimento possa parecer-lhe o melhor remédio para os males que o afetam.”
Artigos relacionados: Frases do mercado

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Reunião do copom 10/12/08


Pessoal, colei aqui a notícia que saiu agora a pouco sobre a manutenção da taxa selic em 13,75%. Não costumo colar notícias e como vocês sabem, minha especialidade é análise gráfica, mas com o IBOV rondando uma região de resistências e mesmo com a expectativa da maioria dos analistas em uma manutenção da taxa SELIC, (o que realmente ocorreu), esta notícia pode trazer uma realização no mercado amanhã dia 11/12, pois acaba com a especulação que alguns tinham sobre um possível corte.

Segue a notícia retirada do site do infomoney:

Por: Gabriel Ignatti Casonato10/12/08 - 21h21InfoMoney.


SÃO PAULO - Mantendo a postura de sua última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu pela manutenção da taxa Selic no patamar de 13,75% ao ano na noite desta quarta-feira (10).


Em linha com as expectativas dos analistas, a decisão demonstra uma autoridade ainda focada nos impactos da crise internacional no cenário inflacionário brasileiro, embora ainda perdure certa dose de preocupação com uma eventual deterioração da atividade econômica doméstica.


Opiniões divididas para 2009


Apesar do consenso que envolvia as perspectivas dos analistas para a decisão do comitê na última reunião de 2008, as diferenças de opiniões ficam claras quando o assunto passa a ser as expectativas para a Selic no próximo ano.Para o banco Schahin, a melhora do balanço dos riscos trouxe alguma expectativa de que o Banco Central pudesse reduzir os juros já nessa reunião, embora seus analistas ainda julgassem tal movimento prematuro. "De todo modo, entendemos que o corte dos juros está próximo e poderá ser promovido entre as reuniões de março e abril", afirmam.Já a Ativa apresenta visão completamente oposta. "Como acreditamos que os efeitos na economia real não serão suficientes para os agentes conseguirem observar uma inflação em 2009 dentro do centro da meta de 4,5%, vemos uma grande possibilidade de uma retomada no aumento dos juros na primeira reunião do próximo ano".Por fim, a Merrill Lynch avalia que os membros do Copom deverão manter a cautela até que as condições econômicas permitam um flexibilização monetária, o que em sua opinião, só deve ocorrer no segundo semestre de 2009.


Boa noite a todos e bons negócios !

Principais padrões de candles

Vamos iniciar o estudo dos padrões de candlesticks.

Primeiramente vamos ver os candles separadamente e nos próximos artigos, os padrões que se formam com a sequência deles.

Candles longos- Candles longos representam grandes diferenças entre os preços de abertura e fechamento do mercado. Por si só, esta já pode ser uma indicação de que os investidores estavam convictos da direção do mercado no determinado período de tempo representado pelo candle. Neste tipo de candle as sombras são curtas ou às vezes inexistentes.







Candles curtos- Indicam que houve pouca diferença entre os preços de abertura e fechamento, apresentam sombras e corpos pequenos.









Dojis - Dojis são candles onde praticamente não há diferença entre os preços de abertura e fechamento. Nestes candles as sombras são grandes e representam indefinição do mercado. Os principais tipos de dojis estão representados abaixo.



  1. Na figura 1 houve uma grande variação nos preços, gerando sombras acima e abaixo do preço de abertura que coincidiu com o preço de fechamento no final do período de tempo representado pelo candle.
  2. Na figura 2 os preços abriram em determinado nível, depois formou-se uma grande sombra abaixo deste patamar (queda de preços), vindo de novo fechar no preço de abertura que também coincide com a máxima deste período de tempo representado pelo candle.
  3. Na figura 3 os preços abriram em determinado nível, depois formou-se uma grande sombra acima deste patamar (subida de preços), vindo de novo fechar no preço de abertura que também coincide com a mínima do dia ou deste período de tempo representado pelo candle.
  4. O preço do ativo praticamente não variou e ocorreu a coincidência entre os preços de abertura e fechamento. este tipo de candle é mais comum em ativos sem liquidez.

Artigo relacionado candlestick

Bon negócios a todos!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Candlestick

Começo hoje a escrever posts a respeito desta poderosa ferramenta de análise gráfica que eu considero minha técnica favorita e mais efetiva. Se tivesse que escolher apenas uma técnica de análise gráfica para basear minhas operações, com certeza escolheria candlesticks.
Quem sabe observar bem os padrões de candle, pode identificar movimentos de reversões, continuações de tendência, fundos, topos, suportes resistências com grande porcentagem de acertos.



O termo Candlesticks em inglês significa “Candelabro” e seu nome se deve ao formato em que são dispostos os preços dos ativos no gráfico. Neste gráfico, cada período de tempo tem o formato de uma vela, ou candle. O candle é composto pelo corpo e pela sombra, que pode ser inferior ou superior. A sombra também pode ser considerada como o “pavio” da vela.

A mais de 200 anos os Japoneses utilizam os candles nas análises do mercado de arroz em Osaka, este estilo evoluiu e se transformou na técnica de candlestiks que utilizamos em todo mundo hoje, levado aos Estados Unidos e ao ocidente por Steve Nison, operador do mercado de ações de Nova York no início da década de 80.

O gráfico de candlestick por si só é uma ótima ferramenta de análise de preços. No entanto pode e deve ser usada em conjunto com outras técnicas de análise de gráfica. Certos padrões formados pelos candles, pode nos dar grandes pistas dos movimentos que o mercado está por fazer.

Como ponto de partida, temos que entender como são formados os candles.

A diferença entre abertura e fechamento forma o que chamamos de corpo do candle.
Um corpo negro significa fechamento abaixo da abertura e um corpo branco significa fechamento acima da abertura. Linhas acima ou abaixo do corpo do candles são as já mencionadas sombras e nos indicam os preços máximos e mínimos atingidos no determinado período de tempo representado pelo candle em questão.







Acompanhe os próximos artigos e domine os padrões de candlesticks.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Stop






Na análise gráfica stop é um nível de preços que quando alcançado, indica que a estratégia operacional está saindo fora dos limites, ou seja, gerando uma perda maior que a programada e por isso deve ser interrompida ou pode ser usado também em sentido inverso, para proteger os lucros auferidos, interrompendo a operação enquanto ela está positiva.


Em todos os dois casos, o stop quer seja uma ordem automática programada no Home Broker, ou mesmo um ponto em que o operador dispara a ordem manualmente, servindo para limitar perdas ou garantir ganhos na operação trata-se sempre um limitador.


O stop automático do Home Broker é melhor para as pessoas indisciplinadas, pois garante que a ordem será executada independente do comando do operador e por isso evita grandes prejuízos daqueles que relutam em admitir o erro enquanto a perda ainda está pequena, ou ficam na ganância, segurando uma operação vencedora até que ela mude de rumo e passe a dar prejuízo.


Já a vantagem do stop manual é que desde que se tenha o ponto em que você irá stopar previamente definido, e disciplina para acionar a ordem quando os preços baterem naquele ponto, evita-se o famoso "violino" da ordem automática.


O "violino" é quando os preços se movimentam na direção do seu stop e assim que o acionam, voltam quase que imediatamente revertendo o movimento, fazendo com que você por exemplo, execute uma venda na cotação mínima do dia.


O ponto ideal para se colocar a ordem de stop varia dependendo da estratégia definida pelo operador, geralmente abaixo de suportes ou acima de resistências são pontos bastante usados, mas como falei, varia dependendo do objetivo de cada um.


Algumas literaturas orientam que o stop seja colocado de tal forma que o operador nunca perca mais do que 2% do seu capital total em uma única operação.


Falarei mais a respeito quando for escrever sobre estratégias de swing trade, position, etc...



Bons negócios a todos!


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Gap

Uma definição bastante simples de Gap é de que são espaços vazios que aparecem nos gráficos entre as barras consecutivas em um determinado período de tempo.O Gap surge quando a cotação máxima do dia atual é inferior à mínima do dia anterior (gap de baixa) ou quando a cotação mínima do dia atual é superior à máxima do dia anterior (gap de alta).

Existe o que se pode chamar de um dos "mitos de mercado" a idéia de que um gap sempre será fechado.Este conceito não pode ser interpretado de forma inflexível, primeiro pelo simples fato de que as palavras "sempre" e "nunca", dificilmente fazem parte do dia a dia dos mercados de renda variável.
Segundo porque apesar de ocorrer o fechamento na maioria dos gaps, alguns não devem ser fechados, ou terão o fechamento em anos ou décadas. Pela interpretação errada deste conceito, já vi gente com medo de comprar um papel porque ele tem um gap pra ser fechado, lá embaixo aberto a 2 ou 3 anos atrás.
Entende-se por fechamento de um gap, o retorno dos preços àquele nível do gráfico em que ficou o "buraco" deixado pela formação do Gap.


Tipos de Gap e seu significados:


Gap de área
São os gaps mais comuns. Se apresentam no interior de congestões de preços e não tem muito sentido no planejamento de estratégias operacionais, pois estes apaecem por motivos triviais e não tem um sisgnificado especial.


Gap de fuga
Este tipo de gap é formado quando o preço rompe uma congestão de preços. Ele enfatiza a força compradora ou vendedora do novo movimento.Um exemplo desse tipo de Gaps são os rompimentos de resistências ou suportes fortes, ocorrendo um movimento explosivo acompanhado de aumento de volume.

Gap de Continuação
Os gaps de continuação surgem quando os preços estão fazendo um movimento claro em uma direção e com rapidez. Dessa maneira, este é um tipo de gap que encontramos, normalmente, em altas ou quedas bruscas. Muitas vezes podem ser ocasionados por uma notícia que reforça a tendência em questão.

Gap de Exaustão
O gap de exaustão aparece no final do movimento. Neste caso, podemos observar que o terceiro gap de continuação pode ser na verdade um sinal de exaustão. Vale prestar atenção que este último gap geralmente é acompanhado de alto volume.Volume este, muito maior se comparado com o dos outros gaps.

Vale lembrar também que um gap tende a se tornar uma zona de suporte ou de resistência, um nível onde aparece forte pressão compradora ou vendedora, já que no passado houve ali uma explosão de força nos preços.




Depois falaremos mais sobre operações envolvendo Gaps nos artigos sobre estratégia operacional.
Bons negócios a todos.
Leia também: Teoria de Dow, linhas de tendência, Pivot

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Entrevista de Geoge Soros no Brasil

Segue uma ótima entrevista traduzida que George Soros deu à Tv Globo, onde ele fala de como ganhou sua fortuna, de investimentos na américa Latina, futuro da economia, etanol e política.


Vale a pena assistir !


Frases do mercado

Frases e máximas do mercado:



Listei neste tópico algumas frases e máximas retiradas de fóruns, livros e chats de mercado financeiro que devem ser lidas e lembradas quando planejar uma operação. Geralmente são boas dicas que reforçam alguns conceitos e principalmente a importância da disciplina e controle emocional necessários para operar mercado de renda variável.


Infelizmente não sei quem são os autores das frases para dar os devidos créditos.






1. “Pior que ganhar pouco ou não ganhar nada é perder”
2. “Não se aborreça por perder uma alta e sim por perder dinheiro”
3. “Sucesso é hábito, fracasso também. Habitue-se a ganhar”
4. “Disciplina: seja fiel à sua estratégia”
5. “No mercado, o otimista perde muito e o pessimista ganha pouco. Seja realista”
6. “Stop: fere a vaidade, mas preserva o bolso.”
7. “Olhe para o gráfico com olhos de criança”
8. “Descubra à noite no noticiário o que o gráfico lhe mostrou durante o dia”
9. “Viciados em mercado geralmente morrem de overdose”
10. “Após uma seqüência de erros, pare e ajuste o foco.”
11. “O mercado jamais estará contra você, mas você poderá estar contra si mesmo.”
12. “Encare a perda com serenidade”
13. “O que está ruim, poderá ficar ainda pior”
14. “Não queira se tornar milionário da noite para o dia, mas queira se tornar milionário dia após dia.”
15. “Se o mercado lhe envia sinais confusos, fique fora dele.”
16. “Se em determinado momento você achar que o mercado está errado, volte à realidade, o errado é você!”
17. “O mercado será cruel ou generoso com você tanto quanto sua própria disciplina permitir.”
18. “Se o barco começar a afundar, não reze, abandone-o!”
19. “Entre no mercado somente quando tiver certeza de que as condições são favoráveis à sua operação.”
20. “Os principais inimigos de um especulador estão em sua própria mente: medo, esperança, pânico e euforia.”

Artigos relacionado: O que é Neuroeconomia?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pivot

Os pivots são desenhos gráficos que podem representar reversões na movimentação dos preços. Por isso é de suma importância que o analista gráfico saiba identifica-los e opera-los com precisão.

Normalmente o rompimento do pivot de alta é um bom ponto de compra e o rompimento do pivot de baixa é um ponto de venda.

Pivot de alta
  • O pivot de alta é composto por 3 pontos.
  • O ponto 1 é o primeiro fundo formado.
  • A partir dele ocorre um movimento de alta onde aparece a formação de um topo. (ponto 2)
  • Depois acontece uma correção de preços que forma um segundo fundo obrigatóriamente em um nível mais alto que o fundo 1 retornando o movimento de alta.
  • Este segundo movimento de alta deve superar o topo (2).
  • Esta nova alta é a confirmação do pivot de alta ou rompimento do pivot de alta.






Pivot de baixa


  • O pivot de baixa é composto por 3 pontos.

  • O ponto 1 é o primeiro topo formado.

  • A partir dele ocorre um movimento de baixa e aparece a formação de um fundo. (ponto 2).

  • Depois acontece uma alta de preços que forma um segundo topo obrigatóriamente em um nível mais baixo que o topo 1 retornando o movimento de queda.

  • Este segundo movimento de queda deve vir abaixo do fundo (2).

  • Esta nova queda é a confirmação do pivot de baixa ou rompimento do pivot de baixa.



Leia também: Topos e fundos e Linhas de tendências.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Linhas de tendência

Linhas de tendência são linhas formadas pela ligação dos pontos máximos ou mínimos no gráfico em determinado intervalo de tempo.
No caso de tendências de alta, temos as ligações dos pontos mínimos consecutivos formando uma linha de tendência de alta (LTA) e no caso das tendências de queda temos a ligação dos máximos consecutivos formando as linhas de tendência de baixa (LTB).




As linhas de tendência são usadas principalmente para definir a tendência em questão, e por outro lado, o rompimento da linha representa uma mudança de comportamento do mercado, podendo indicar uma reversão de trajetória de movimento.
Podemos dizer que quanto maior intervalo de tempo representado pela linha de tendência e quanto maior o número de pontos que a linha toca no gráfico, mais confiável será a tendência representada por ela.
Outra utilidade interessante da linha de tendência é o de podermos fazer um prolongamento de sua extremidade, com objetivo de projetar novos pontos de toques futuros e assim planejar operações de compra ou de venda nestes determinados pontos.

leia também os artigos: Suportes e resistências , topos e fundos e Teoria de DOW

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Topos e fundos

Os movimentos de alta e de baixa do mercado não acontecem de forma retilinea e constante.
Eles vêm em uma alternância de direção que formam pontos de retorno.
Topos e fundos de forma simplificada são pontos onde ocorre uma mudança de direção nos movimentos dos preços.
No caso de um movimento de alta composto por duas ou mais barras em determinado período no gráfico, ocorre um topo quando os preços param de subir, marcando um ponto máximo e retornam na direção da queda.
Já no caso de um movimento de queda ocorre o inverso, com os preços marcando um fundo ou ponto mínimo e revertendo o movimento para alta.

Apenas pelo que foi descrito até agora, já podemos imaginar que dependendo da estratégia de operação escolhida, fundos são bons pontos de compra e topos são bons pontos de vendas de ativos.

Falaremos mais disso quando estivermos discutindo estratégias de operações em outros artigos mais adiante.

Segue o gráfico ilustrando o conceito.



Leiam também suportes e resistências e Teoria de DOW

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Código das ações

Outra preocupação dos iniciantes é quanto aos códigos das ações ou ativos e suas representações.
Este é um tema que não requer muita preocupação, pois em um breve tempo de contato com o mercado o investidor novato já vai pegar o “espírito da coisa” e estará habituado com o padrão
dos códigos.

Em via de regra, os códigos dos ativos no mercado a vista são representados por 4 letras e uma seqüência de 2 algarismos numéricos que variam de 1 a 13.

Vou me preocupar aqui em esclarecer apenas os códigos mais utilizados e apenas do mercado a vista, pra não confundir mais do que ajudar, mostrando códigos de subscrições, mercado de opções, que não devem ser de convivência da maioria dos iniciantes na bolsa.

Os principais ativos que serão negociados por quem está começando no mercado são os terminados em 4 ou em 3.
Os terminados em 4, representam as ações PN que são as preferenciais e dão direito a dividendos. (EX: PETR4, preferenciais da Petrobrás). Já as terminadas em 3 são às ON, ou ordinárias, que dão direito a voto. (EX: CSNA3, ordinárias da siderúrgica nacional).

Além destas, podemos destacar algumas preferenciais tipo as classe A. Em geral classe preferencial trás alguma diferencças em relação privilégios. (EX: VALE5, Preferenciais classe A da Companhia Vale).

Outra representação que vai ser muito encontrada é a terminada em 11. Estes são os casos das UNITs, ou BDR, que representam na maioria das vezes aspéctos tanto das ON quanto das PN combinados.


Caso encontre um código de 4 letras + F, o ativo em questão se refere ao mercado fracionário. EX: PETR4F (Ativo petrobrás PN negociado no mercado fracionário).


Os ativos são negociados no mercado a vista em lotes padrões, que na maioria das vezes são de 100 ações por vez. Caso se queira negociar menos pepéis que o lote padrão, devemos usar a representação acima.

Leiam também os artigos: Como iniciar? e Conceitos básicos do mercado.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Como iniciar ?

Este artigo visa ajudar aqueles que querem começar a investir na bolsa de valores mas não sabe ainda o que fazer pra dar o pontapé inicial.

Para começar a investir por conta própria em renda variável através do Home Broker, o primeiro passo é abrir conta em uma boa corretora.

Pra escolher a corretora,você deve procurar saber sobre a confiabilidade dela no mercado, além da taxa de corretagem cobrada, a plataforma gráfica e a estabilidade do Home Broker. Nestes casos, sempre é bom conversar com alguém que já opera pela corretora e também consultar sites como o da CVM por exemplo.


Quanto à taxa de corretagem é preciso saber além do valor, se a corretora cobra taxa de corretagem fixa ou variável.

A taxa de corretagem é cobrada a cada operação de compra ou de venda de ativos.

Logo, se o investidor tem uma quantia menor pra aplicar, pode ser mais vantajoso optar pela taxa variável, pois esta será um valor proporcional à quantia movimentada.

Já nas operações com montante maior de dinheiro, é melhor fazer a operação por uma corretora que cobre taxa fixa que normalmente não passa de R$ 20,00 por operação.

Para exemplificar, digamos que você tenha R$ 4.000,00 pra aplicar.

Se você fizer uma operação de compra e venda, irá gastar R$ 20,00 na compra e R$ 20,00 na venda, totalizando R$ 40,00. Logo, você vai gastar 1% do valor da operação apenas com taxa de corretagem. Neste caso a corretagem variável fatalmente seria mehor.

Por outro lado, vamos imaginar que estejamos fazendo uma operação de R$ 40.000,00. Neste caso iríamos gastar os mesmos R$ 40,00 de corretagem fixa, mas agora ela irá representar apenas 0,1% da operação.



Uma ótima opção pra quem quer se familiarizar com o mercado antes de começar a colocar seu dinheiro, é se cadastrar no EMAÇÃO.

O EMAÇÃO é um simulador da bolsa de valores que funciona apenas com 15 minutos de atraso em relação à bovespa, simulando a variação real dos ativos onde você faz um cadastro simples e opera com dinheiro virtual.


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Suportes e resistências

Suportes e resistências são zonas de preços nas quais o movimento atual do mercado tem grandes chances de parar temporariamente ou até mesmo e reverter.
Suporte: Região na qual o interesse de comprar é grande, superando a pressão vendedora tendendo a parar o movimento de queda.

Resistência: Região na qual o interesse de vender é grande em função de consenso de que determinado ativo está caro, superando a pressão compradora, o movimento de alta tende a parar.

Em uma alta, conforme os preços aumentam, as ações vão ficando naturalmente mais caras e menos compradores estarão disponíveis a pagar determinado preço. Por outro lado, quem já tem o ativo tenderá a vende-lo para embolsar os lucros. Neste cenário, a oferta de vendas irá aumentar iniciando uma queda nos preços.


Com o passar do tempo, os operadores de mercado mesmo que inconscientemente, memorizam estes níveis em que no passado ocorreu uma reversão nos preços e tendem a repetir as mesmas atitudes de compra ou de venda naqueles pontos, gerando suportes e resistências cada vez mais "fortes".


Existe um princípio que é chamado de "princípio da inversão."


Este princípio diz que quando uma resistência é rompida ela passa a funcionar como um suporte para os preços, e de maneira análoga, quando um suporte é rompido pra baixo ele passa a funcionar como uma nova resistência.


É importante salientar que suportes e resistências não são números exatos, mas sim regiões nas quais tende a ocorrer reversões.

Vejam no gráfico do Bradesco abaixo, como a região de 29,00 é uma resistência testada por duas vezes, a região de 22,00/22,50 é uma região de suporte e temos um outro próximo de 19,00.

De forma bastante simplifcada, 19,00 e 22,00 seriam possíveis pontos de compra do ativo e 29,00 um ponto de venda.

Leia também Teoria de DOW

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A teoria de Dow


A Teoria de Dow é uma teoria que aborda a movimentação dos preços de ações e fornece uma base técnica para sua análise.
Charles Dow formulou em 1884 esta teoria que é a base da Análise técnica moderna.

A teoria de Dow é basicamente constituída de 6 princípios a seguir:

1. Os índices descontam tudo.

Todos os possíveis fatores que afetam a cotação dos preços dos ativos (ações) são descontados por esses índices que consideram todas as notícias, resultados contábeis e financeiros etc.
Dow foi o primeiro a considerar que o preço dos ativos nada mais é do que um consenso momentâneo de todos que compõem o mercado. De especuladores a investidores, de amadores a profissionais, dos mal e dos bem informados, de todas as influências de notícias e resultados. Sendo assim, o que precisávamos nos concentrar seria nos preços e não nos fundamentos das empresas.


2. Os mercados se movem em tendências.

O segundo princípio de Dow diz que o mercado se movimenta em tendências que são: Primária, secundária e terciária.

As tendências citadas acima podem ser de alta ou de baixa.

A tendência primária é a tendência principal do mercado e representa um maior espaço de tempo. Este tempo é não tem uma definição precisa porque é o mercado quem nos diz o momento da inversão de tendência, e não o contrário.
Apenas para nortear, estamos falando aqui de tendências com duração de anos.

Tendência secundária- Tem duração de semanas a meses e pode se movimentar na direção inversa à tendência primária da qual faz parte em até 2/3 de sua amplitude.

Tendência terciária- São movimentos menores das tendências secundárias e se comportam em relação a elas assim como as secundárias se referem às primárias.

Conforme dito pouco acima, as tendências primárias, secundárias e terciárias podem ser de baixa ou de alta.
As tendências se movimentam em zigue zagues, sendo que na tendência de alta, cada perna ascendente do movimento deve ser maior do que o movimento corretivo de baixa que a segue. Sendo assim o gráfico vai se movimentando fazendo topos e fundos ascendentes.
Na tendência de baixa acontece justamente o contrário. Cada perna de baixa do movimento deve ser maior do que o movimento de alta que a segue, fazendo zigue zagues descendentes no gráfico.
O Gráfico abaixo é do índice bovespa 2007, 2008 representando a mudança de uma tendência de alta para baixa no mercado.



3- As 3 fases da tendência

A primeira fase é a de acumulação. Nesta fase os investidores mais bem informados fazem suas compras se antecipando ao movimento.
Na segunda fase acontecem as compras dos chamados seguidores de tendências que é onde as pessoas que operam principalmente pela análise técnica, observam a formação de uma tendência de alta no gráfico e decidem participar da festa.Nesta fase ocorre uma subida mais acentuada dos preços.
Na terceira fase entra o público em geral incentivado por notícias de lucro fácil na bolsa de valores, é onde ocorre uma euforia generalizada.A bolsa sobe muito e com muito volume.Nesta fase os investidores experientes que entraram mais no início do movimento, começam a desfazer de seu ativos e embolsar o lucro, gerando o início da tendência de baixa.

As fases da tendência de baixa funcionam seguindo a mesma lógica, porém com trajetória inversa, os preços chegam a um patamar que caem tanto a ponto dos experientes voltarem a fazer suas compras, elevando os preços e iniciando nova reversão pra alta.


4. Princípio de confirmação.

O princípio da confirmação afirma que para uma mudança de tendência, dois ou mais índices devem convergir na sinalização de forma que um confirme a indicação do outro.


5. Volume convergente.

Este princípio diz que o volume deve confirmar os preços. Ou seja, reforçando até mesmo o princípio 3, o volume deve estar alinhado com os preços.
Durante uma tendência de alta, o volume deve aumentar quando os preços sobem, e diminuir quando preços caem (corrigem dentro da tendência de alta), confirmando assim a tendência.
Já durante a tendência de baixa, espera-se que ocorra o inverso, com o Volume subindo quando os preços caem e diminuindo quando os preços sobem.

6. A tendência é vigente até que seja substituída por outra oposta.

Até que os índices se confirmem, considera-se que a tendência antiga segue em vigor, apesar dos sinais aparentes de mudança. Este princípio procura evitar a prematura troca de posição (comprada ou vendida).
Geralmente quem tem dificuldade em entender este princípio faz compras e vendas precipitadas, com argumentos do tipo "esta ação já está barata demais", esquecendo-se que quem decide o momento da reversão é o mercado, e não o operador.

Leia também Suportes e resistências

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Tipos de gráficos

A principal ferramenta para nos auxiliar no acompanhamento as variações de preços são os gráficos.


Existem basicamente 3 formas mais utilizadas de se representar graficamente as variações de preços das ações na análise técnica.
Abaixo segue a descrição de cada uma delas.



Gráfico de barras


Neste gráfico cada barra vertical é uma representação de preços em um determinado espaço de tempo. A representação completa é feita por umtraço vertical com um traço horizontal esquerdo que representa a abertura dos preços, e um horizontal direito que representa o fechamento dos preços. A extremidade superior da barra representa o valor máximo dos preços naquele período de tempo, e a extremidade inferior representa o valor mínimo.











Gráfico de linhas

No gráfico de linhas ocorre apenas a representação do fechamento dos preços que são ligados dia a dia, unindo as cotações por uam linha única.





Gráfico de candlesticks


Aqui está o meu gráfico preferido. O gráfico de candles ou velas japonesas.

Nestes gráficos o espaço entre a abertura e fechamento é representado por um paralelogramo ou "corpo do candle". Nos dias de alta do mercado ou do ativo representado pelo candle, o seu corpo tem representação transparente. Já nos dias de queda o corpo do candle tem representação escura (preenchido). As linhas mais finas acima e abaixo do corpo do candle são chamadas de sombras e determinam a mínima e a máxima do mercado naquele dia ou período de tempo representado pelo candle.

Neste tipo de gráfico podemos identificar claramente vários padrões de comportamento do mercado. Padrões de reversão de tendências, de continuação etc.

No futuro colocarei nesta sessão diversos artigos e posts sobre padões de candles discutindo o assunto bem mais a fundo.

Segue abaixo exemplo do gráfico de candles. Neste exemplo os dias de queda estão representados pelos candles vermelhos.


Leiam também Suportes e resistências e teoria de DOW


Bons negócios a todos !

domingo, 2 de novembro de 2008

Nova entrevista "Jornal O tempo"






Ganhar na turbulência exige muito estudo, frieza e riscos
Depois de perder R$ 2 milhões, clientes de um gestor já voltaram a aplicar. (Helenice Laguardia)

Ganhar dinheiro na crise pode ser como ingressar numa viagem de "trem fantasma": a gente nunca sabe qual susto vai levar. Tudo é possível, até mesmo sair da escuridão com dividendos. "É permitido ganhar dinheiro sempre, mesmo na crise", apregoa o consultor financeiro Lucas Faria, ao lembrar das turbulências que marcaram governos anteriores.
Na crise moderna, os investidores da renda variável são os mais atingidos.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o mês de outubro com desvalorização de 24,79%. O pregão que já passou dos 70 mil pontos fechou sexta-feira em 49.541. Um pregão para lá de volátil, que requer sangue frio e profundo conhecimento das minúcias do mercado para quem quer se sair bem.
"Não dá para ganhar sempre, mas a gente procura errar o mínimo", arrisca Lucas Faria, que tem uma carteira de cem clientes e administra R$ 55 milhões em ativos. "Tivemos uma perda em Bolsa muito grande, de mais de R$ 2 milhões", contabiliza.Se a dinâmica da economia diz que quando a Bolsa cai, o câmbio sobe, Faria disparou recursos na compra de dólar e euro. "Com os ganhos em câmbio ultrapassamos em 15% os recursos aplicados logo no início do rompimento da bolha, quando a Bolsa estava na casa dos 60 mil." Aliás, sobre a renda variável da Bolsa de Valores, um ensinamento: "Bolsa é um elevador rápido de prédio moderno e muito alto. Ela sobe e desce numa velocidade incrível. Um índice que reajusta mais de 13% num dia é muita coisa."Mesmo assim, os clientes de Lucas Faria já voltaram às compras esta semana. "Foram R$ 4,5 milhões aplicados", conta.

O gerente comercial Fernando César de Carvalho Batista, 34, não migrou da Bolsa para o câmbio. Sabido, com cinco anos de praia no mercado de capitais, armou-se com um escudo certeiro para evitar perdas na carteira concentrada em ações da Petrobras e Vale."Tem um mecanismo que é operar na ponta da venda; são operações de hedge. Quando você está comprado em ações e vendido no índice, é uma operação de hedge usando um minicontrato de índice futuro da Bovespa.
Fiquei vendido a partir de junho", explicou, sobre sua aposta de que a Bolsa ia cair cada vez mais. E ele vai ficar posicionado assim até o gráfico mensal do índice Ibosvespa sinalizar uma reversão da tendência de baixa. Operando por conta própria, Batista tem uma única certeza: "Não troco a Bolsa de Vales pela renda fixa". Ele discute o assunto no blog que mantém no endereço iniciantesnabolsa.blogspot.com.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ganhar dinheiro na crise?



Pessoal,


Resolvi escrever este artigo pois nestes tempos de crise, tenho recebido contatos de amigos, familiares e demais conhecidos que sabem que eu invisto meu dinheiro na bolsa de valores.
Basicamente o que ouço nestes contatos é o seguinte: "Estou com dó de você com dinheiro na bolsa durante esta crise toda".
Logo quando perguntam qual o meu prejuízo acumulado eu respondo: "Neste ano de 2008 minha rentabilidade poderia estar melhor, mas ainda está bem acima do rendimento da poupança".
Então todos ficam abismados ou logo acham que eu estou mentindo ou inventando e querem saber, como com tantas notícias catastróficas com tantas previsões do fim do mundo, eu posso ainda estar positivo na bolsa neste ano?
A resposta é simples:
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, na bolsa de valores não existem apenas operações de compra de ativos. Isso mesmo, aquela operação em que se compra uma determidada ação, espera que ela se valorize, depois executa a venda e coloca o lucro no bolso é apenas um das inúmeras formas de operações existentes.
Desta forma a operação contrária à descrita acima é perfeitamente válida em algumas situações.
Basicamente seria "anunciar venda de um determinado ativo", esperar que tal ativo caia de preço no mercao e executar sua compra em um preço mais baixo que o anunciado, embolsando a diferença entre o valor do "anúncio" da venda e o valor da compra do ativo.Isto é o que se chama de operar vendido no mercado.Estas operações são muito executadas com contratos de índice bovespa e opções de ações.
Quem entendeu bem a explicação, já deve ter visto que o negócio não é comprar determinada ação e ficar torcendo loucamente pra que ela suba.
Não importa muito se você está comprado ou vendido no mercado, o que realmente importa é estar operando na ponta certa do mercado. (a favor da tendência do mercado).

Operações de HEDGE.

Visto que podemos estar comprados ou vendido no mercado aparece uma oportunidade de fazer um outro tipo de operação que são as chamadas de HEDGE, ou proteção.
De uma forma bastante simples estas operações consistem em "estar comprado e vendido" no mercado ao mesmo tempo, ou mesmo estar comprado "ou" vendido em ativos que tem tendências opostas.
Uma destas operações que gosto muito e que estou inclusive executando durante esta crise é a seguinte:
Sabendo-se que as ações da Petrobrás e Vale do Rio doce tem um grande peso no índice Bovespa, é fácil de imaginar que quando as ações destas duas empresas sobem, o índice Bovespa tende a subir, e quando elas caem, por analogia o índice tende a cair.
Logo a proteção é comprar ou ter ações da Petrobrás e da Vale do Rio doce em carteira e ficar vendido na mesma proporção em contratos do mini índice Bovespa futuro. Assim as operações são inversas e se você perde de um lado, ganha no outro e vice versa.
Durante uma longa tendência de queda como esta que estamos passando, o que se pode fazer é vender mais contratos de mini índice futuro Bovespa do que o valor das ações da Petro e Vale em carteira. Assim, quanto mais o mercado cair, maior será o seu lucro, no entanto aumenta-se um pouco o risco da operação.
Outra coisa que quem está no mercado mesmo que a pouco tempo já deve ter visto é que as tendências do Dolar e do índice bovespa são inversas. Quando a Bolsa sobe, o dólar cai e vice versa.
Sabendo disso, era de se esperar que quando a bolsa estava em uma alta louca no primeiro semestre deste ano, o Dolar estaria em tendência de baixa. (Chegou a ficar abaixo de 1,60).
Também por analogia, era de se esperar que se a bolsa despenca , o Dolar dispara não é??
Pergunta: Porque as pessoas vêem a bolsa cair, se deseperam e vendem seus ativos a preço de banana amargando grande prejuízos no momento de desespero??
Não era simples se proteger comprando Dolar??? A tendência não é de quanto mais a Bolsa cair mais o Dolar subir??
A resposta pra esta perguntas é fácil:
Isto acontece porque as pessoas não sabem ficar vendidas no mercado e não sabem fazer HEDGE.
Fica aqui este artigo como alerta pra todos os que querem fazer da bolsa sua principal fonte de investimentos. Estudem, aprendam a ficar vendidos, aprendam a fazer Hedge, sejam versáteis e principalmente, tenham estratégia para as diversas situações do mercado.
Para ajudar nisso, farei o máximo de atualizações na sessão "Aprenda a operar"do Blog colocando tutoriais e modelos de operações.

Bons negócios a todos!!!!